Viagem a shangrila la

“Dezenas de monges estão discutindo filosofia. Parece o pregão da Bolsa. Homens gritam e saltam, espirrando o suor que brota em suas testas”
Um jovem monge numa túnica vermelha estala suas mãos com violência e dá um grito a centímetros de distância do rosto de outro monge. As orações em tábuas de madeira giram velozes no seu braço, quase atingindo o olho do monge sentado. Ele não se esquiva. No calor do pátio aberto, dezenas de religiosos estão discutindo filosofia. Mas a atmosfera está longe da habitual imagem serena do budismo tibetano. Parece o pregão da Bolsa de Valores. Homens gritam e saltam, espirrando o suor (|iie brota de suas testas. O ato de bater palmas com força indica transmissão de sabedoria. O barulho ecoa nas paredes de madeira. Atrás deles há quilômetros de silêncio em todas as direções, listamos num mosteiro pendurado numa encosta, na extremidade de uma queda de quase 3 mil metros, “com a delicadeza casual de pétalas de flor encravadas no precipício”. Qualquer um que conhece Horizonte Perdida, romance de James Hillon de 1933, ou o filme de Frank Capra nele baseado, não deixa de reconhecer, aqui. o lendário mosteiro de Shangri-lá.

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