Hoteis na costa amalfitana

Há tantos hotéis maravilhosos ao longo da costa que a escolha de onde se hospedar se torna uma tarefa agradavelmente complexa. Justamente por não conseguir me decidir, minha estréia na região, em lua-de-mel, foi um delicioso troca-troca de hotéis que durou duas semanas. Testamos quatro e fechamos a viagem na Ilha de Capri. A primeira parada foi no II San Pietro, um hotel encarapitado no morro, com todas as amenidades cinco-estrelas enfiadas numa arquitetura estilo formigueiro. Apesar de os 6o quartos, todos com seu próprio terraço, serem empoleirados um em cima e ao lado do outro, a privacidade é total e sempre há vista para o mar. O panorama é sensacional. Um elevador escavado na rocha leva os hóspedes até a praia: um pedacinho de chão à beira-mar coberto de pedrinhas.
Na seqüência rumamos para o Santa Caterina, outro luxuoso hotel mais perto de Amalfi. A área das cadeiras de praia fica numa espécie de plataforma à margem do mar, construída sobre as pedras. E a piscina é logo ali. No melhor estilo italiano-insider, peça um Aperol Soda. É uma bebida parecida com o Campari, só que de cor laranja e sem o gosto amargo. Nada mais apropriado. Nossa suíte ficava separada do prédio do hotel, num chalé independente. Para chegar até lá, era preciso percorrer um delicioso túnel de limoeiros sobre pérgulas que exalavam um perfume estonteante (os limoeiros, aliás, tão comuns por aqui, dão origem à bebida mais típica da região, o limoncello). Após alguns dias curtindo a casinha à beira-mar, prosseguimos para finalmente conhecer o célebre Le Sirenuse, um dos mais antigos e exclusivos hotéis de toda a Itália. Localizado no centro da vertical Posita-no, tem uma elegância clássica sem exageros, detalhes impecáveis e serviço simpático. O spa foi recentemente renovado e o restaurante é fenomenal. Para encerrar a jornada, uma pousada mais pé-no-chão: o La Fenice, em Positano. A vantagem de hospedar-se na cidade é que você passeia mais do que quando depende de uma van para voltar para seu refúgio.

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