Casablanca marrocos

Pra lá de Marrakesh estão Casablanca, ao norte, e Essaouira, a oeste. Meu conselho: não perca tempo com Casablanca, a cidade do amor noir de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Ela é uma metrópole feiosa, sem um Sam para tocar As Time Gocs by só para você. Se é para ter uma referência cinematográfica bacana, opte por Essaouira, onde o cineasta americano Orson Weles filmou seu genial Otbcllo. São 176 quilômetros pelas N 8 e R 207 desde Marrakesh. Famosa entre os mochilei-ros, Essaouira é a cidade de praia mais charmosa do Marrocos. Dos pescadores de sardinha voltando do mar ao forte português no porto, sobram argumentos para se deixar ficar por ali.
Os 740 quilômetros até Ceuta podem ser vencidos por auto-estra-da pedagiada e rápida. Os primeiros 250, até El-Jadi-da, no entanto, são pela simples N 1 (há uma opção litorânea também, a R 301). Já na vizinhança de Tânger, vale conhecer Asilah. Ela também foi portuguesa por cerca de 100 anos, entre os séculos 15 e 16, e, no século 20, pertenceu ao Marrocos Espanhol – a independência do país só foi reconhecida em 1956. Por isso a presença de hoteleiros e donos de restaurantes espanhóis é marcante. Para quem curte história, ali perto está a cidade de Ksar el Kibir, ou Alcácer Quebir. A famosa batalha que se travou ali é, para muitos, formadora do caráter português, que chora a partida e tem saudade. Foi lá, em 1578, que o rei Sebastião desapareceu sem deixar rastros, criando o mito do sebastianismo -a crença que um dia ele voltaria gloriosamente -, implodindo a dinastia de Avis e legando Portugal a 60 anos de jugo espanhol. Mas, hoje, no lugar do conflito não há nada que marque a passagem do monarca.

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