Imagens de marrocos

É bom estocar dois litros por pessoa por dia de viagem – evite a todo custo a água de torneiras e poços, a menos que você a ferva diligentemente.
Em Ceuta, veja as muralhas seculares, a catedral e o museu municipal, com objetos que contam a agitada história do lugar muito antes da chegada dos portugueses. No centrinho há lojas de aparelhos eletrônicos e butiques que vendem roupas a bons preços. Dali à fronteira são 15 minutos. Mas deixar a Espanha e entrar no Marrocos é uma operação demorada. Aproveite para trocar seus euros por dirhans, a moeda marroquina.
Vencida a fronteira, a compensação vem na forma das montanhas do Rif, cadeia cortada por estradas estreitas e sinuosas. Siga a N13 por 38 quilômetros rumo sul até Tetouan. Daí a Chefchaouen, a próxima parada, são 64 quilômetros, agora pela N 2.0 lugar já foi hostil: até 1920 os cristãos não pisavam ali, a não ser aqueles com tendências suicidas. Ficaram famosos os relatos do francês Charles de Foucauld e do jornalista inglês Walter Harris, que, disfarçados de mercadores, chegaram ali no fim do século 19. Chefchaouen, bela cidade com casas pintadas de azul, é a mais nova estrela turística do Marrocos. Tem um centro fortificado – a medi-na -, pequeno e bem conservado, cheio de bazares, mesquitas e restaurantes simpáticos. Mas muita gente vai lá para fumar haxixe – ou kif, plantado para valer nas montanhas entre a cidade e sua vizinha mais a leste, Ketama. Embora popular, consumir o kif, mesmo em narguilés, é crime.
Siga rumo sul, novamente pela N 13, de pista simples e sinuosa. Do outro lado da cordilheira do Rif fica um dos trechos mais bonitos do país: as cidades imperiais de Fez e Meknès e, de quebra, Vo-lubilis, antiga colônia romana, hoje em ruínas. De Chefchaouen são 200 quilômetros até Meknès.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta