Polinésia amazônica

POLINÉSIA AMAZÔNICA.
Surfistas e turistas ficam em palafitas perto da foz do rio.
SURFE NA LINHA DO EQUADOR.
Turista fazendo pose de surf ista (acima) e, no sentido horário, criança em seu habitai, o Rio Araguari, que fica quase na divisa dos dois hemisférios, e o bote sendo seguido pelo “monstro das mil faces”.
Depois da adrenalina, a volta pra casa. No longo caminho, fui convocado para uma reunião com “turismólogos” locais. Não abri a boca. Ainda estava em estado de graça pelo que havia visto. Fugir de uma onda a mil por hora. Uau. Aquela roda de homens de negócios lembrava-me dos fariseus decidindo o futuro de Jesus Cristo. Os homens de negócio olhavam-se nos olhos, dizendo palavras bem fundadas, perfeitas, sobre a pororoca. Não quis tomar parte daquilo.
reunião. Lembrei-me do que disseram: que faltou água em algum quarto; que os ovos mexidos estavam frios no café-da-manhã; que as toalhas de banho eram grosseiras. Aqueles homens eram profissionais. Eu, como não sou profissional de nada, a não ser de ver e contar histórias, calei. Em respeito à pororoca. Em respeito ao fenômeno natural mais bonito que já vi. Em respeito a cada arara, capivara e todas as aras que cruzaram o nosso caminho.
Eles se perguntavam se o que chamam no Amapá de Projeto Rota da Pororoca vai pegar. Por mim, vai pegar, sim. Se posso dar uma contribuição, que seja essa: façam bem seu trabalho, ensinem que os ovos mexidos devem estar quentes; que o turista merece ser mimado, em suma. O principal vocês já têm: o “monstro das mil faces”, que assusta e fascina no coração do Brasil.

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One Response
  1. Nelia says:

    Super inrfoamtvie writing; keep it up.

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