Bastião dos Pescadores monumento muito bem iluminado

Mas o que Pest tem de melhor (na opinião dos que habitam o outro lado do rio) é a vista para Buda: o Palácio Real, a fortaleza, a Igreja de São Matias, o Bastião dos Pescadores e outros monumentos muito bem iluminados todas as noites. É o eterno confronto de classes que nem János Kádar, cruel preposto do stalinismo, conseguiu resolver. Por menos que se admita, quem vive nas casas barrocas de Buda, em ruas coloridas como a Uri e a Fortuna, sente-se mais perto do céu. É fato indiscutível, diga-se, porque Buda fica acima de Pest. As vicias que foram percorridas por soberanos turcos, húngaros e austríacos no decorrer dos séculos, hoje são fechadas aos carros de passeio. Ali só entram táxis e ônibus de turismo, além, é claro, de devotos da imperatriz Sissi que, segundo se conta, gostava mais de Budapeste do que de Viena ou mais de um certo conde do que de seu imperador. Buda, solene e cênica, é programa para quem quer ir fundo na cultura magiar. Ali ficam dezenas de museus inclusive o do vinho e os mais esplêndidos monumentos. Paradoxalmente, porém, a nobre Buda tem ares mais bucólicos do que a cosmopolita Pest. Basta uma hora de caminhada perto das muralhas (especialmente na tranqüila Alameda Tóth Árpad), para você se sentir nos pampas húngaros ou nas margens do Lago Balaton, o maior da Europa, que é o mar interno do país.

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