O vinho que engravida

Você vai aspirar o aroma da páprica fresca ou as uvas do vinho da região de Somlò, cuja ingestão conta a lenda provoca gravidez instantânea nas mulheres em lua-de-mel. E talvez chegue a entender por que, entre todos os povos da região, os húngaros sejam aqueles que menos deixam o seu país, não o fizeram sequer nos tempos bicudos e não parecem ter a menor intenção de espalhar suas proparoxítonas mundo afora.
Budapeste, enfim, são duas grandes viagens separadas (ou unidas) pelo Danúbio.
O melhor lugar para vê-la por inteiro é o mirante da Citadella, no alto do Monte Géllert. Ali há uma estátua que, durante o período soviético, era adornada por soldados russos forjados de bronze. Pragmáticos, os húngaros retiraram os soldados e transformaram o monumento em mais um de seus símbolos da liberdade. Há outro mais prosaico: o brindar com cerveja. Seguindo uma antiga tradição, os magiares jamais batem suas canecas quando estão sob o jugo de algum povo invasor. Há treze anos, porém, os vidros retinem de novo em Budapeste quando se bebe cerveja. E como se bebe muito, e bom ter sempre uma moeda de 100 forints no bolso. Para emergências.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta