Monsieur Pujol, sucesso estrepitoso

Novas atrações começam a se juntar ao cancã. Algumas entram para a história. E o caso de Valentin le Desossé (Valentim, o Desossado) e de Monsieur Pujol le Pétomane (Senhor Pujol, o Peidomaníaco As articulações do primeiro eram a tal ponto flexíveis que ele se enrolava ao redor de colunas como uma serpente. Monsieur Pujol, por seu turno, conseguia tocat a Marseillese, o hino nacional da França, e várias outras canções, à base de estrépitos altíssimos que, segundo se diz, não tinham, milagrosamente, nenhum odor.
Yvette Guilbert, outra atração histórica do Moulin Rouge, preferiu abrir novos caminhos. Fia inaugurou.um estilo que se espalhou pelo fek mundo: o café-concerto. Ivette se apresen-tava de preferência ao entardecer. Conversava com a platéia, contava piadas, narrava histórias e cantava, numa atmosfera mais intima e comedida do que a das encapetadas dançarinas que se apresentavam à noite.
O Moulin Rouge evoluiu com o tempo, desenvolvendo a fórmula que ficaria conhecida como teatro de revista. Ventríloquos, animais de circo, acrobatas, malabaristas, cômicos, cantores, não tinha fim o número de atrações. De todas elas, no entanto, a que mais se firmou e correu mundo foi a apresentação de um grande número de mulheres lindas, seminuas, portando só plumas na cabeça e exí-guo tapa-sexo bordado de paetês.
Fazendo apanágio das plumas e paetês, o Moulin Rouge se tornou o pai de todos os cabarés do gênero. Ele é a fonte de inspiração dos espetáculos do antigo (Copacabana Palace no Rio de Janeiro, doTropicana em Cuba, do Caesar Palace em Las Vegas, bem como de seus rivais parisienses: o Lido, o Foi lies Bergère e o Crazy Horse.

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