Jerusalém é a cidade mais visitada por sua importância histórica do Israel, religiosa e política. Além disso, o cenário também é responsável por todo o encanto e magia contidos na região. O dourado da famosa cúpula do Domo da Rocha sobressai na tonalidade bege que domina a cidade. Pela lei, todas as construções devem ser em rocha calcária, o que torna Jerusalém uma das mais peculiares cidades do mundo. Quem fizer o trajeto do norte do país a Jerusalém terá um passeio recheado de história. Passa-se por Samaria e pelo deserto da Judeia, onde moradias beduínas e rebanhos de cabras e ovelhas fazem os visitantes voltarem no tempo.
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Israel, com apenas 450 km de comprimento e 120 km de largura, consegue reunir mais de três mil anos de história. A pequena área torna o país fácil de ser explorado – em cerca de seis horas dá para atravessá-lo de norte a sul. No entanto, engana-se quem pensa que por causa do tamanho há pouco o que ver. Israel concentra paisagens das mais variadas. Na parte central ficam Jerusalém e Tel Aviv. No sul, o balneário de Eilat, famoso pelas praias, pela badalação e pelas atividades aquáticas; a leste está o deserto da Judeia, região do Mar Morto, e no norte estão as disputadas Colinas de Golan, a sagrada Nazaré, o Mar da Galileia e o Monte Hermon que, a 1.296 metros acima do nível do mar, abriga uma estação de esqui. Além do contraste de paisagens, o país surpreende também pela mescla de tradição e modernidade.
Cidade de Israel: sexta-feira, fim de tarde. Um anoitecer nada comum, sem o trânsito e a buzina habitual desse horário nas principais cidades cosmopolitas. Em Israel, as noites de sexta são caracterizadas pela ausência de carros nas ruas e pelas lojas e restaurantes fechados. Na mais importante cidade e capital do país, Jerusalém, uma multidão se concentra, nesse período, em um dos lugares mais famosos do mundo: o Muro das Lamentações. O local é sagrado para o judaísmo por se tratar do vestígio mais próximo do Templo Sagrado, destruído em 70 d.C. A apenas alguns metros de lá estão também outros dois importantíssimos símbolos religiosos: o Santo Sepulcro, local da ressurreição de Cristo para os católicos, e o Domo da Rocha, onde, segundo os muçulmanos, Maomé fez uma viagem para o céu. São justamente as construções históricas e sagradas que fazem de Jerusalém um destino especial.
Viajar para o Chile, Argentina, Peru, Colômbia e outros destinos da América do Sul está na moda. Motivos para isso não faltam, já que os países próximos ao Brasil mesclam lindas paisagens com um povo hospitaleiro que vive em meio a costumes deliciosos. De quebra, o real se fortaleceu diante das outras moedas e está cada vez mais barato e fácil conhecer nossos vizinhos. Outro fator que contribui para esse cenário é a atual valorização dos programas de milhagem. Nunca foi tão fácil acumular pontos para viajar de avião de graça. E o melhor de tudo é que a grande maioria das companhias de fidelização oferecem pacotes para qualquer destino da América do Sul pelo mesmo número de pontos de uma cidade brasileira.
Uma passagem de ida e volta para Santiago, Buenos Aires, Montevidéu, Lima ou Bogotá, entre outros lugares, custa a mesma quantidade de pontos que um bilhete com milhas emitido para o Rio de Janeiro ou Curitiba. Na hora de viajar pela América do Sul porém, é bom se planejar com cuidado. Isso porque, em muitos casos, o turista se desloca bastante a fim de aproveitar bem o passeio. De Santiago, por exemplo, chega-se rápido ao Deserto do Atacama ou à Cordilheira dos Andes. Lima costuma ser o ponto de partida para Cuzco, base da mítica Machu Picchu. E é de Bogotá que sai o transporte mais fácil para os brasileiros que rumam para Cartagena das índias, a linda região colombiana banhada pelo Mar do Caribe.
Faz parte do complexo, ainda, o Les Greniers de César, um antiquíssimo armazém de pedras declarado monumento histórico, que recebe tanto exposições de pintores e escultores como coquetéis e banquetes para lá de especiais. Ah, a culinária do Le Choiseul… Se tiver de escolher apenas um dos castelos-hotéis para cometer uma orgia gastronômica e esfolar o bolso, faça-a aqui, já que o restaurante do lugar, o Le 36, é um dos mais bem conceituados entre os que compõem o Grandes Etapes. A responsabilidade cabe ao chef Guil-laume Dallay, que abusa do frescor dos produtos da estação e dos encontrados na região – sobretudo os peixes do Rio Loire – para levar à mesa delícias como o foisgras de pato com maçã verde e enguia defumada do Loire com vinho do Porto. Se o prato já impressiona na apresentação, espere até provar a sinfonia de sabores, que pode ser servida em dois pomposos salões na Casa do Duque ou, num clima mais informal, no terraço ladeado por jardins à italiana.
Com todas essas credenciais para Amboise, hospedar-se no Le Choiseul, aos pés do castelo que leva o nome da cidade e às margens do Rio Loire, é um complemento perfeito para o dia passado ali. Primeiro porque a construção tem tudo a ver com a história da região, com três casarões erguidos entre os séculos 16 e 18: a Casa do Eremita (que está sobre os resquícios de um convento ali montado a pedido do rei Luís XI), a Casa do Duque (que pertenceu a Etienne François, ministro de Luís XV) e a Casa do Boticário, onde Jehan de Gastignon, espécie de farmacêutico de Carlos VIII e Francisco I -cujo reinado, de 1515 a 1547, marcou o apogeu do Renascimento francês-, preparava cremes para as damas da corte.
Numa viagem em que os próprios meios de hospedagem (e seus restaurantes) são as atrações do caminho, impossível não se render aos encantos do Chãteau Le Choiseul, em Amboise, cidadezinha a 25 quilômetros de Tours que é uma parada consagrada no Vale do Loire por guardar o Castelo de Amboise, aquele que serviu de morada para a rainha escocesa Mary Stuart. Também é lá que está o palacetc Cios Lucé, onde o gênio do Renascimento, o italiano Leonardo da Vinci, passou seus últimos anos de vida (confira à página 41 os principais passeios para compor um roteiro no Vale do Loire).
O Domaine de Beauvois, que como o Chãteau d’Artigny fica nos arredores de Tours, é mais um castelo afastado da cidade, cercado por um parque de 140 hectares e de frente para o Lago Briffaut, formando um recanto de quietude e beleza. Um dos melhores lugares para aproveitar a calmaria, seja para ler, conversar ou tomar uma taça do frisante regional para celebrar o momento, é no terraço com fonte e mesinhas protegidas por guarda-sóis. O espaço recentemente foi remodelado com um característico jardim francês, junto da torre no centro do castelo, a única que restou do prédio original, do século 15, é oferece vista para o lago. O panorama é quase o mesmo para quem está nos elegantes salões decorados nos estilos Luís XIII e Luís XV à espera das criações culinárias do chef Régis Guilpain que, seguindo três palavras-chave qualidade, simplicidade e realce do sabor dós alimentos, aposta em criações que destacam a culinária regional.
Castelos do Vale do Loire: ali, no gradil ao redor das janelas, por vezes surge a inscrição c’est mon plaisir (o prazer é meu), parecendo antever, com séculos de antecedência, que o destino de Esclimont era tornar-se um luxuoso hotel e bem receber os hóspedes. E isso é percebido ao deitar-se na cama com macios lençóis de percal, banhar-se na banheira com torneiras douradas, ler sob a iluminação de lustres como os de antigamente, tomar um café da manhã com pães, iogurtes, manteiga e geleias frescos, feitos no próprio castelo…
Vale Loire França: como castelo autêntico, erguido no auge das construções que adornaram o Vale do Loire, em Esclimont não faltam um fosso circundando a propriedade; uma estátua eqüestre de um dos descendentes da família Rochefocauld; um fria-non (pequeno palácio); uma torre de guarda e o Pavilhão dos Troféus, que teve as cabeças empalhadas de animais substituídas por réplicas feitas de mármore. Tais espaços abrigam quartos, salas de refeições, de estar e para a realização de convenções. Ao longo do ano também recebem casamentos, principalmente de casais japoneses, que adoram o clima de conto de fadas da região e do próprio castelo.









