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Aspectos culturais da Chapada Diamantina

Aspectos culturais da Chapada Diamantina

Essa é a reação de quem visita a Chapada Diamantina pela primeira vez. Como explicar que, no meio do sertão baiano, possam existir cânions e paredões de pedra colorida, riachos de águas limpas, florestas, cachoeiras e grutas iluminadas por raios de sol que atravessam as paredes de pedra? Mesmo que você não seja um ecoturista, a Chapada também é um destino interessante por seus aspectos históricos e culturais. Cidades como Lençóis, Mucugê e Igatu preservam casas e palacetes erguidos entre os séculos 17 e 19, quando ouro e diamante atraíam para aquelas bandas aventureiros do mundo inteiro. Festas e uma culinária típica completam o cenário. Nessa época, depois das chuvas que marcam o início do ano, as cachoeiras estão mais caudalosas e há muitas espécies de flores desabrochando, principalmente orquídeas.

Suas férias com qualidade de vida

Suas férias com qualidade de vida

Uma temporada no Praia do Fone Eco Resort faz milagres. Você se renova, passa a ver a vida com outros olhos. Sua cabeça muda eseu corpo agradece. São 250 apartamentos, todos de frente para o mar com varanda e rede, ar-condicionado, TV a cabo, acesso à Internet, mini-bar e cofre. Gastronomia de alto nível, com 3 bares e 3 restaurantes de classe Internacional. Lazer para todos os gostos: 5 piscinas e 2 hidromassagens ao ar livre e de frente paraomar, 4 quadras de tênis iluminadas, vôlei de praia, campo de futebol, clube infantil, fítness center e centro náutico. Salão de con venções com toda a infra-estrutura. Intensa programação de recreação com monitores espedalizados. Caminhadas ecológicas, guiadas por biólogos. Muita harmonia com a natureza e praia, muita praia Tudo isso a apenas 50 minutos do Aeroporto de Salvador.

Cascata do Caracol em Canela

Cascata do Caracol em Canela

Para escapar ao óbvio (como a visita à Cascata do Caracol, em Canela, por exemplo), faça um giro pela estrada velha de Caxias, a partir de Gramado. Ela é de terra e conduz à região das colônias. Aos sábados, é possível até tomar um café colonial de verdade, com pão caseiro feito na hora. Bem melhor que os cafés coloniais oferecidos na cidade, que se tornaram caça-níqueis e oferecem uma variedade imensa de produtos de qualidade duvidosa.

Para terminar o passeio, dê uma esticada até Cambará do Sul e veja o cânion Itaimbezinho. Os campos lembram os pampas gaúchos: muito gado, gaúchos fantasiados, ranchos de xaxim com fogo de chão, onde se esquenta a água para o chimarrão e espeta-se a carne salpicada de sal grosso. Para reforçar o clima de faroeste, os últimos 5 quilômetros até Cambará, e todo o trecho de 18 quilômetros até o parque, não estão asfaltados. Prepare-se para alguns solavancos e, em dias de chuva, muito barro.

O Itaimbezinho é uma fratura que se abre nos campos, com mais de 700 metros de profundidade e 7 quilômetros de extensão. Ele está ali para lembrá-lo que, apesar das pastagens, você continua no alto das Serras Gaúchas e chegou o fim da linha. Dali, só voltando. Para variar, desça a serra por Taquara, a partir de São Francisco de Paula. O caminho é sinuoso e, no alto, cercado por hortênsias. Se sobrar tempo e espírito, entre em Três Coroas e visite o maior templo budista do Brasil. Vê-se todo o vale. Terminado o percurso, você perceberá que alguma coisa mudou – e não estamos falando dos quilinhos a mais na sua cintura.

Vale dos Vinhedos em Serra Gaúcha

Vale dos Vinhedos em Serra Gaúcha

Há dois passeios obrigatórios para quem visita Bento Gonçalves. O primeiro deles, o Caminho de Pedra, é um retorno ao passado: num trecho de 10 quilômetros, há casas erguidas pelos colonos italianos e hoje abertas aos visitantes, como aquela em que foi filmado O Quatrilho. Há também uma antiga ferraria, a Casa das Massas, onde se fabrica macarrão e crústole (tiras de massa doce fritas e passadas no açúcar). Pena que recentemente asfaltaram o caminho (em vez de calçá-lo com parale-lepípedos), transformando-o em rota de caminhões e ônibus. Tome cuidado, porque o trânsito é intenso.

O segundo roteiro é uma aposta no futuro: o Vale dos Vinhedos reúne as melhores vinícolas do país, como Miolo, Valduga e Don Laurindo. Por causa da qualidade das uvas, a região deve se tornar a primeira denominação de origem (DOC) para os vinhos brasileiros. Isso significa que a chancela ‘”Vale dos Vinhedos” numa garrafa vai ser garantia de qualidade. O passeio é um tour de degustação. Esteja atento para não ficar grogue ao volante, mas não deixe de provar o Tanat, um vinho robusto criado pela casa Don laurindo.

Completado o circuito italiano, vamos para os lados de Gramado e Canela. As duas faces da Serra Gaúcha são separadas pelo vale do Rio Caí. Isso significa que o motorista terá que descer um longo trecho, atravessar o rio e subir tudo de novo. Mas a estrada é bonita, principalmente pelo caminho de São Vendelino e Feliz, a partir de Garibal-di. Você vai pela encosta, cruzando uma seqüência de longas pontes suspensas. Nova Petrópolis marca o início de uma paisagem tipicamente alemã, cheia de chalés, araucárias, lagos e jardins. Depois da massa e do vinho, chegou a hora da sobremesa: apfelstmdel (torta de maçã), chocolates, bolos e todo tipo de doce caseiro. No inverno, pode até ne-var, o que costuma atrair “caçadores de frio”, principalmente casais em busca de aconchego e paisagens românticas.

As distâncias são curtas por aqui

As distâncias são curtas por aqui

Entre uma cidade e outra percorrem-se no máximo 20 quilômetros e, entre uma cantina e outra, não mais do que 2. Um apressadinho diria que dá para conhecer tudo em dois dias, deslizando rapidamente pela duplicada RS-453. Nem pense nisso. O gostoso é fuçar nas estradas vicinais e descobrir casarões de pedra iguais aos da região do Vêneto, na Itália. Nos barracões, paióis e tulhas, feitas com longas tábuas de araucária, é possível encontrar velhos utensílios de ferro fundido, fabricados no início do século 20.

A pousada e vinícola Don Giovanni foi um desses deliciosos achados. Ela fica no caminho entre Bento Gonçalves e Pinto Bandeira, à beira de uma vicinal. É um sobradão de pedra, de dois andares, instalado no meio do vinhedo. Galpões cobertos de hera abrigam as caves onde se produz um bom vinho tinto. Ao cruzar o portão, a impressão é de que se atravessou o Atlântico para chegar a uma villa da Toscana. A acolhida da família Giovaninni resume o espírito desse lado da serra. O dono, Ayrton Giovaninni, por exemplo, um empresário com vários negócios na área, faz questão de reservar boa parte de seu tempo para pilotar as sessões de degustação, Sua esposa, Beatriz, ex-marchand em Porto Alegre (os quadros e gravuras espalhados pelos corredores são herança desse tempo), prepara nos finais de semana um delicioso risoto de vinho para os hóspedes. E, se você ainda duvida que o cenário parece a Toscana de Mi-chelangelo e Da Vinci, caminhe até a bottega do escultor Bez Batti, que trabalha pedras como o basalto e a obsi-diana. O artista passa o dia ali trabalhando. No verão, dorme numa tina adaptada sobre uma árvore.

Massas caseirasriso em Serra Gaucha

Massas caseirasriso em Serra Gaucha

Havia partido de Porto Alegre às 10 horas, sabendo que em algum lugar nas proximidades haveria um galeto alprimo canto me esperando para o almoço. Eu fiz minha lição de casa antes da viagem e levava na mala uma lista de especialidades locais: massas caseiras, strudel, café colonial, fundues e, claro, churrasco. Na verdade, dá para contar boa parte da história da Serra Gaucha através da comida. O tal galeto, por exemplo, era feito na Itália com pássaros caçados no mato. Mas os colonos descobriram que, levando à panela um fran-guinho na idade de dar seu primeiro canto, o sabor ficava bem parecido.

Eis a primeira surpresa de quem chega ao alto da Serra Gaucha: as montanhas desaparecem. A região entre Caxias e Garibaldi é um semiplatô, com umas poucas ondulações. Entre as duas cidades, a estrada tem um trecho de 20 quilômetros duplicado, o que facilita a circulação. Como o dia estava bonito e a viagem tranqüila, resolvi adiantar o expediente: depois de traçar um delicioso galão numa cantina, circulei meia hora pelo centro de Caxias e parti direto para Bento Gonçalves. Mais precisamente, para os vinhedos de Pinto Bandeira, a 15 quilômetros de Bento, onde fiz uma imersão no dia-a-dia dos viticultores de origem italiana, que produzem os melhores vinhos do Brasil.

Os segredos revelados da Serra Gaucha

Os segredos revelados da Serra Gaucha

Subir a serra é algo que costuma deixar muita gente nervosa. A estrada é, quase sempre, estreita, lotada de curvas e cheia de abismos à espreita. Mas subir uma serra pela primeira vez traz a curiosidade de saber o que existe lá em cima. E a mesma sensação de quem sobe um muro para conferir o que existe do outro lado: sempre se espera algo surpreendente, que compense o esforço. A Serra Gaúcha, a cerca de 200 quilômetros de Porto Alegre, tem a fama de recompensar seus visitantes com o que mais se deseja numa viagem desse tipo: paisagens bonitas, lugares acolhedores, boa comida e boa bebida. É um roteiro para agradar aos olhos e paladares.
O caminho que leva a Caxias do Sul, cidade mais importante da região, é a BR-116, uma das mais perigosas do Brasil. Nem é preciso dizer que eu levava o carro com todo o cuidado. Mas, de subida mesmo, são apenas uns 100 quilômetros – e eles não são íngremes assim. O mais difícil é ultrapassar caminhões que se arrastam em marcha reduzida. Haja sangue frio para calcular o momento certo do arranque (se é que se pode falar de arranque num carro de 1 000 cilindradas, como o que eu dirigia).

Centauros na praia

Centauros na praia

Duas vezes por dia, nos momentos de maré baixa, os 2,5 quilômetros de praias virgens em frente do Toca do Marlin viram palco para os magníficos cavalos lusitanos criados no haras do hotel. Sob a rédea firme dos treinadores, eles trotam, cavalgam, sapateiam e empinam, num bailado transmitido há séculos pelos mestres da alta escola lusitana. Dono de outro haras em Itaipava, onde também cria lusitanos, o arquiteto Bennett Nisencwajg se diz um apaixonado. “Nas viagens à Península Ibérica, onde a raça surgiu, os gregos presenciaram uma relação tão intensa entre cavaleiro e cavalo que imaginaram serem uma criatura só. Daí vem a lenda do centauro”, afirma. Os hóspedes, mesmo que iniciantes, também podem montar. Em poucas aulas, aprende-se a controlar os cavalos apenas com o movimento do corpo e a fazê-los realizar alguns truques. Se você cair, tudo bem. A areia úmida amortece bem o choque.

Hotel de cinco estrelas em Santo André

Hotel de cinco estrelas em Santo André

Se nenhum dos canais a cabo disponíveis agradar, há sempre a possibilidade de assistir a um filme no DVD: todos os quartos dispõem desse equipamento também. Como diz o comercial de cartões de crédito, “precisar, não precisa”. Mas há quem veja nesses detalhes justificativas de sobra para o preço salgado da diária do hotel: em média 750 reais por casal com pensão completa.
A inspiração para o nome Toca do Marlin se deve à existência de uma grande concentração desses peixes imponentes na costa de Santo André, numa área de pesca conhecida pelos especialistas como Charlotte Banks. Há planos de, no futuro, instalar no hotel uma marina com lanchas apropriadas para a pesca oceânica. Enquanto essas lanchas velozes não dominam a paisagem, porém, os visitantes podem fazer passeios de barco até a barreira de corais de Araripe, ótima para mergulho. Ou então descansar nas chaises-longues dispostas em frente à piscina, construída sobre um deque junto à areia. Se der vontade de tomar uma água-de-coco, basta levantar a mão. Com 37 funcionários para servir as dez suítes, haverá sempre um garçom atento por perto. Para o perfeccionista Bennett, serviço de qualidade é essencial. Ele não se conforma, por exemplo, com o conteúdo dos kits de amenidades oferecido aos hóspedes de cinco-estrelas americanos. “Quando encontro agulha, linha de costura e esponja para polir sapatos no quarto, chamo o gerente e faço questão de devolver. O hotel deve fazer as tarefas pelos hóspedes, não devolvê-las para eles”, acredita.

Inauguração oficial do hotel em Santo André

Inauguração oficial do hotel em Santo André

Da escolha do terreno à inauguração oficial do hotel, no Réveillon de 2001, já foram gastos 15 milhões de reais. O resultado, porém, não é pomposo como se poderia imaginar. Seguida à risca pelo arquiteto, a proposta de produzir mínimo impacto na paisagem surtiu efeito. Para quem está na praia, o complexo formado pelas dez suítes, um restaurante, uma piscina e um salão de convenções quase desaparece entre as amendoeiras, deixando à mostra apenas o telhado colonial e as vigas de madeira de lei que o sustentam. O motivo do alto custo das obras só é visível de perto, quando se repara em detalhes como as cerâmicas pintadas à mão do piso da varanda, importado da Espanha, nas paredes revestidas por mármore italiano e na enorme quantidade de vidro usado para aproveitar a vista.

Cada uma das suítes, de 85 metros quadrados, ganhou três janelas avan-tajadas para deixar entrar toda a beleza exterior. No interior, o esmero com o acabamento fica ainda mais evidente. As torneiras douradas do chuveiro, importadas da Inglaterra, produzem uma ducha deliciosa, com pressão de água constante de 80 libras. As toalhas, os lençóis e os edre-dons de puro algodão egípcio foram encomendados à grife Trussardi, de São Paulo. Todos os cômodos são decorados com antigüidades valiosas, como a primeira cris-taleira de jacarandá produzida pelo Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro, no final do século passado. Uma escultura de bronze de dois marfins, comprada em Florença, ocupa posição de honra no salão de refeições.