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Cruzeiro australis

CRUZEIROS PARA ESCOLHER.
Via Australis.
O Via Australis e o Mare Australis fazem o roteiro Punta Arenas/ ushuaia, de 4 noites, e o de ushuaia/Punta Arenas, 3 noites. Para o primeiro, saídas a cada quatro dias, a partir de 1712. Último cruzeiro, 10/4. Preço por pessoa em cabina dupla: us$ 1.770 a US$ 2.727.0 segundo tem também saídas a cada quatro dias, a partir de 5/12. último cruzeiro: 14/4. Preço por pessoa em cabine dupla: US$1.330 a US$2.043.

Para chegar la cruzeiro na patagônia

PARA CHEGAR LA CRUZEIRO NA PATAGÔNIA.
Os glaciares, lobos-marinhos, pingüins e as impressionantes paisagens geladas continuam lá, como nos tempos dos pioneiros Fernão de Magalhães e sir Francis Drake. E o melhor: à sua espera

Cruzeiro maritimos na patagônia

CRUZEIRO NA PATAGÔNIA.
“Muita paz e tempo total para natureza. 0 fim do mundo estava em nós”
O frio não atrapalhou. Ao contrário 0 sol predominou na maior parte da viagem, deixando o cenário mais espetacular. Assim, os passageiros puderam curtir à vontade a paisagem única da Patagônia

Viagem de navio cruzeiro na patagônia

Mas para muita gente a melhor atividade mesmo era ficar no balcão do bar, atendido como rei pela dupla Eduardo e Emílio. Eles viraram figuras queridas na viagem, não só pelos esplêndidos e variados drinques que preparavam, mas por espantai o frio, assim que terminavam os passeios nas geleiras, Os grupos eram recebidos antes do retorno ao navio com ofertas tentadoras e irrecusáveis: uísque, chocolate quente ou ambos?

Bom humor a bordo do cruzeiro

Bom humor a bordo do cruzeiro.
Se os europeus representam 70% da ocupação do cruzeiro, isso se deve à presença espanhola. O advogado Jose Aliste, 56 anos, por exemplo, veio de Madri com a mulher, Maité. Advogado criminalista, Aliste já visitou mais de cem países, 47 deles exclusivamente para caçar, sua grande paixão, acima da profissão e das viagens. “Gosto de caça grande, como rinocerontes, elefantes, ursos. Estou sempre no Alasca e na África”, explica. E garante que não sente receio algum diante de tantos animais ferozes “Mais perigosos são meus clientes colombianos e russos”, diverte-se. Já para o casal Meyer, da França, nada como os grandes espaços, a presença intensa da natureza. Claude, 82 anos, e Yvette, 78, passaram 25 dias na América do Sul, visitando Machu Picchu, o Lago Titicaca e o Deserto de Atacama, antes de chegar á Patagônia. Juntos há 54 anos, os dois médicos moram em Antibes, na Cote d’Azur. O cruzeiro deixou-os encantados: “O barco é pequeno, perfeito para um bom convívio. As excursões foram muito bem organizadas,” elogia Yvette. Já Claude gostou de outro aspecto da viagem: “Nunca tinha estado em um cruzeiro com open bar”, diverte-se, com um copo de pisco sour na mão. Brasileiros são raros, mas aparecem. Neste, as representantes eram mulheres. A cardiologista Maria das Graças Cavalcanti Bandeira, 57 anos, de Natal, e a amiga Mércia Bezerra, 70 anos, esteticista, de Fortaleza, escolheram a viagem para a Patagônia como prêmio de consolação. “Na verdade, tínhamos planejado ir à Austrália e à Nova Zelândia, mas a demora para obtenção do visto nos fez desistir”, conta. O plano “B” dividiu as amigas: enquanto Maria das Graças queria ir para o Deserto de Atacama, Mércia sonhava com o fim do mundo. “Para não ter briga – viajam juntas há 18 anos -, ficamos com os dois. vamos do freezer para o grill’, brinca.

Cruzeiros de navio

Quem não queria palestras, tinha outras opções. Nada agitadas, é claro, para desapontamento de alguns. Bingo, trívias, cursos expressos de nós de marinheiro e vinho chileno, desfile de moda dos próprios passageiros e, na última noite, a rifa da bandeira e leilão da carta de navegação utilizada na viagem. Este último evento provocou momentos de suspense e emoção. No primeiro cruzeiro, o gigante sul-africano Colman venceu a disputa e levou a prenda por 140 dólares. No segundo, combate dólar a dólar, até que a carta ficou com a americana Natalie, que ofereceu imbatíveis US$ 170.

Patagônia argentina terra misteriosa

Patagônia argentina terra misteriosa.
E motivos para buscar essa terra misteriosa não faltavam, principalmente para os europeus, que vêm literalmente para o fim do mundo atrás de paisagens exclusivas, de grandes espaços e silêncios, de autoconhecimento e reflexão.
Mas podem aproveitar também para comemorar o aniversário de meio século de vida, como a espanhola Angeles Novas; os 25 anos de casamento, como os sul-africanos Colman e Greta, ou ainda conhecer a parte extrema do próprio país, como o jovem casal chileno Luís e Karina, que mora em Punta Arenas.

Patagônia

Com uma temperatura de 3 graus, aceitável para o final de outubro, sol, céu azul sem nuvens, os 92 excitados passageiros tomaram os botes Zodiac e foram conduzidos para a ilha, paraíso dos pingüins magalhânicos. Era o último contato com uma paisagem, uma fauna, uma flora, um modo de vida que vai demorar a sair da memória.
As geladas Patagônia e Terra do Fogo, com suas centenas de canais e ilhas, que formam o ponto mais austral do globo e desafiaram, durante séculos, a perícia dos maiores navegadores, era o sonho da maioria dos passageiros. Para muitos, a viagem de uma vida.

Ilha Magdalena

A LUZ DO SOL entrou tímida pela fresta da cortina. Aos poucos, a cabine foi se iluminando, tirando da cama o mais renitente dorminhoco. Antes das 6 e meia, todas as cortinas se abriram para um dia que se prenunciava especial. O Via Australis já estava parado, só no embalo do mar tranqüilo, muito perto da Ilha Magdalena, onde se desenrolaria o ato final do uma viagem ao fim do mundo, que começara oito dias antes, em Punta Arenas, no Chile, e terminaria também ali.

Viagem para patagonia

Com dois cursos superiores de Turismo, experiência como guia de 1997 a 2005, nesse mesmo roteiro, Rodrigo é o responsável pela eficiente equipe de guias, que faz de tudo: cuida do embarque nos botes, de toda a segurança nas várias excursões, ministra palestras dentro e fora do navio, e é poliglota. No total, incluindo os guias, são 48 tripulantes. Esta foi a 112a viagem do Via Australis, que fez sua estreia em janeiro de 2006.0 público, majoritariamente europeu, é formado, em sua maioria por casais na faixa etária dos 45 aos 55 anos. “São viajados, mas calouros nesse tipo de cruzeiro. Chegam informados sobre o roteiro, conhecem a história da região e também já leram sobre o Cabo Horn e outros pontos da viagem,” conta Rodrigo.