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Restaurante Red Sea Star de

Imagine, em primeiro lugar, um restaurante no fundo do Mar Vermelho, cercado de corais e de uma rica vida submarina. Acrescente às áreas internas a decoração de Ayala Serfat, a israelense que está entre os papas do design moderno. Sirva pratos exóticos e faça soar uma trilha sonora retro no bar. Essa composição, que parece saida de um filme de ficção cientifica psicodélico, é o atrativo do restaurante Red Sea Star, em Eilat, ao sul de Israel. Construído há três anos, o restaurante submarino foi ganhando fama, pouco a pouco, entre um tipo especial de viajante: aquele que é fascinado pelo fundo do mar mas não quer conhecê-lo portando tubos de ar comprimido prefere um dry martini.

Cidade Branca com muitos edifícios

Outro programa interessante em Tel Aviv é conhecer o conjunto de edifícios em estilo Bauhaus construído na década de 1930. São mais de 4 mil prédios raciona-listas, muitos situados na região central que, por isso, ficou conhecida como “Cidade Branca“, declarada patrimônio mundial pela Unesco. A área com grande concentração de construções nesse estilo arquitetônico vai da Rua Allenby ao Rio Yarkon, no norte, e da Avenida Begin para o mar. Também podem ser vistos na Avenida Rotshchild e perto do shopping Dizengoff Center.

Hotel Renaissance em Tel Aviv

Para passear a pé é bem agradável andar nas ruas Dizengoff e Rothschild, repleta de lojas, restaurantes e cafés. Em Tel Aviv, os estabelecimentos comerciais também fecham no Shabat, mas, diferentemente de Jerusalém, onde nada funciona, na cidade cosmopolita ainda é possível encontrar alguns abertos. Aos sábados, moradores se reúnem no hotel Renaissance, no calçadão em frente à praia, e apresentam, por quatro horas, danças folclóricas israelenses. No inverno, as reuniões acontecem das I I h às 15h e, no verão, por conta do calor, a dança vai das 20h à meia-noite.

Eilat sul de Israel

Para sair um pouco do histórico-religioso e realmente relaxar, um ótimo passeio é o balneário de Eilat no extremo sul de Israel, banhado pelo Mar Vermelho. A cidade é conhecida pelas belas praias e pelas várias atividades aquáticas, como nado com golfinhos e mergulho, a mais procurada das atrações por causa da beleza dos corais da região. Outros atrativos são o observatório marítimo, que permite ver a cinco metros de profundidade os corais e a fauna marinha; o Centro Internacional de Observação de Pássaros (a região é rola de migração e acredita-se que um bilhão de aves transite por lá), o Parque da Vida Selvagem Hai-Bar, e o Parque Nacional do Vale de Timna, o mais antigo centro de mineração. Além disso, Eilat conta também com luxuosos hotéis e uma agitada vida noturna.

Cisjordânia a 13 km de Jerusalém

Outra opção para completar a peregrinação é Belém, na Cisjordânia. Apesar de localizada a apenas 13 km de Jerusalém, não é tão simples acessá-la. Grande parte dos táxis de Israel não têm autorização para atravessar a fronteira. Assim, o melhor jeito é ir a pé ou pegar carros turísticos, autorizados a passar do lado israelense para o palestino. Em Belém, o atrativo principal é a Basílica da Natividade. construída pelo imperador bizantino Justiniano (527-565) no lugar de uma outra erigida pelo imperador Constantino em 325. Na igreja fica a grula onde nasceu Jesus. O ponto exato do nascimento é indicado por uma estrela no chão.

Ainda há Nazaré

Por causa do tamanho de Israel, é bem fácil rodar por lodo o país em diversas opções de roteiros. Para quem deseja se aprofundar em peregrinação cristã, as cidades de Nazaré e Belém devem lazer parte da viagem. Nazaré é o local onde ocorreu a Anunciação e onde Jesus Cristo passou a infância. Assim, a maior cidade árabe de Israel é repleta de monumentos associados ao cristianismo. O mais importante é a imponente Basílica da Anunciação que abriga uma caledral e a gruta onde Maria viveu e recebeu o anjo Gabriel, segundo a Bíblia. O interior da Basílica é decorado com belos vitrais que representam Maria e Jesus.

A cosmopolita Tel Aviv

Outra cidade que está na faixa do Mediterrâneo é Tel Aviv, centro econômico e cultural de Israel. Depois de conhecer tantas atrações históricas, ela é uma surpresa: uma típica metrópole, com shoppings, arranha-céus, muitos bares, restaurantes e uma vida noturna intensa. Durante o dia, a extensa praia é bastante animada, com gente de todas as idades fazendo exercícios, jogando frescobol ou passeando com os cachorros pelo calçadão. Tel Aviv foi fundada em 1909 nos arredores de Yafo, cidade portuária com mais de quatro mil anos de história. Em 1950, as duas foram fundidas em um único município: Tel Aviv-Yafo. No passeio pelo Centro Histórico de Yafo passa-se por ruelas do pitoresco quarteirão dos artistas, por um centro para turistas com diversos restaurantes e por souqs com artigos orientais.

É interessante conhecer a praça onde está a escultura de uma baleia lembrando a história bíblica de Jonas (o profeta teria embarcado no porto de Yafo), além de visitar o mercado de pulgas, com artigos de segunda mão, e comer na tradicional padaria Abouelafia, datada de 1879. Quem quiser se esbaldar em história pode visitar alguns dos vinte museus de Tel Aviv. Entre eles estão o Museu da Terra de Israel (Haaretz), o Museu de Arte, o Museu do Palmach e o Museu da Independência, lambem como parte do circuito histórico e cultural na cidade, vale visitar a Kikar Ra-bin, praça onde em 1995 Yitzhak Rabin foi assassinado por um estudante judeu depois de proferir um discurso de paz.

Cidade romana de Cesareia

Ainda na costa do Mediterrâneo estão as ruínas da cidade romana de Cesareia, a segunda maior atração turística de Israel depois de Jerusalém. Fundada no século 1″ a.C. pelo imperador Herodes, recebeu esse nome em homenagem ao imperador César Augusto. Expandiu-se nos séculos 2″ e 3a e tornou-se uma das mais importantes da parte oriental do Império Romano. Reserve um dia inteiro para o passeio.

O complexo de ruínas é extenso e há muito o que ver, além do belo cenário formado pelo azul do Mediterrâneo que margeia as construções. São imperdíveis as ruínas do aqueduto de 10 quilômetros que trazia água do Monte Carmel para a cidade; a casa de banhos do século 4U; o hipódromo para as corridas de bigas e cavalos, e o anfiteatro romano, onde ainda hoje são realizados espetáculos e concertos devido à sua acústica perfeita. E assistir ao pôr do sol de Cesareia, com a luz baixando em meio ao mar e à imensidão das ruínas milenares, é uma atração à parte.

Haifa e Jardins Suspensos

Depois de Rosh Hanikrá, siga em direção a Haifa, cidade portuária que tem como principal atração os belos jardins Baha’i. No caminho dá para passar em Akko, rodeada por muralhas da época dos cruzados, e visitar algumas das construções históricas, como a Mesquita El Jazzar e a Fortaleza de Akko, usada como prisão durante o governo inglês em Israel. Haifa é conhecida pela mistura de religiões e de bairros antigos e modernos. Apesar de abrigar muitas mesquitas e igrejas, o programa obrigatório na cidade é visitar o Centro Mundial da Fé Baha’i, religião independente, com leis próprias e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, hoje Irã, em 1844.

O complexo, que abriga o belo Templo do Bab, impressiona pela grandiosidade e pelo paisagismo dos Jardins Suspensos. O quase um quilômetro percorrido ao longo do jardim traz uma vista espetacular, formada pelo verde dos gramados, o cinza da cidade e o azul do mar ao fundo. A visita ocorre apenas em grupo e guiada por um seguidor da fé Ba-ha’i. O jardim é uma das poucas atrações recentes em Israel. Ficou pronto em 2001, 14 anos depois de ser idealizado.

Grutas moldadas mar Mediterrâneo

O cenário tem uma imensidão de grutas moldadas pela força do Mediterrâneo. Dá para visitá-las e explorar o interior das cavernas por caminhos com grande infra-estrutura. Os visitantes se divertem se molhando com os sprays d’água que chegam com as ondas. Para conhecer as grutas, pega-se um teleférico de onde se tem uma bela vista da imensidão do mar. Mas para ver a paisagem com calma, uma sugestão é almoçar no restaurante próximo ao teleférico. Envidraçado, come-se bem com a vantagem de estar rodeado pelo azul do Mediterrâneo.