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Mar da Galileia

A paisagem do Mar da Galileia é repleta de barcos de madeira, usados como parte da peregrinação cristã. Naquelas margens, em 1986, foi encontrado um barco de madeira datado do século Ia. Hoje, os visitantes podem ver o chamado “barco de Jesus” no museu judaico do Kibutz Ginosar, a noroeste do Kinneret. Próximo ao kibutz, na margem oeste do Mar da Galileia, fica Tibérias que, com suas 17 fontes naturais de água quente, foi fundada pelos romanos no ano 18 para ser o que hoje chamamos de spa. Destino conhecido há quase dois mil anos, a cidade conta com luxuosos hotéis, o que a torna uma boa opção para se hospedar e conhecer as várias atrações da região.

Galileia um lugar sagrado

Outra região que vale visitar é a Galileia, compreendida entre as fronteiras com o Líbano, Jordânia e Síria. Ela é extremamente sagrada não só para judeus como para cristãos, já que foi palco de três importantes acontecimentos bíblicos: o Sermão da Montanha, a multiplicação dos pães e dos peixes e a caminhada de Jesus sobre as águas do Mar da Galileia – que, na realidade, é um imenso lago situado a 216 metros abaixo do nível do mar. O Lago Kinneret, como é chamado na Bíblia, ganhou a classificação de mar, pois, em certos períodos do ano, os ventos são tão fortes que fazem levantar ondas de cerca de quatro metros de altura.

Montanha de Massada

Como é uma cidade bem central, de Jerusalém dá para seguir para outros pontos do país sem gastar muito tempo. A cerca de meia hora, para o leste, fica o Mar Morto e a montanha de Massada, no deserto da Judeia, onde dá para se divertir em passeios sobre dromedários. Cercada de penhascos e de terreno irregular, Massada era uma fortaleza judaica no período dos macabeus (cerca de 150 a.C. a 76 a.C.) e foi ampliada e reforçada por Herodes, rei da Judeia, no período de 37 a.C. a 31 a.C. Lá foram estabelecidos grandes palácios, cisternas, estoques para comida e casas de banho inclusive com aquecimento.

Museu do Holocausto o Yad Vashem

Outro museu obrigatório em Jerusalém é o Yad Vashem, ou Museu do Holocausto, um complexo que conta a história do holocausto e uma área externa com diversos memoriais. A parte interna tem um rico acervo de vídeos, imagens, fotos e objetos que trazem à tona o sofrimento dos perseguidos pelo regime nazista. Na área há também a Sala da Memória, o Museu de Arte do Holocausto, muitas esculturas e o imperdível Memorial das Crianças. A instalação é montada de modo bastante curioso e impactante.

Museu de Israel para visitação aos domingos e às quintas

Uma das colinas abriga o Museu de Israel, a outra, a Universidade Hebraica, e a terceira, o Knesset (Parlamento), que só abre para visitação aos domingos e às quintas. O edifício moderno, de 1949, é cerca-do pelo Jardim das Rosas e pelos prédios dos ministérios e do Banco Central. O Museu de Israel tem um acervo bastante rico: conta, por exemplo, com uma coleção de pergaminhos do Mar Morto, escritos entte o século 2° a.C. e o século lc d.C, considerados os mais antigos manuscritos bíblicos do mundo.

Na parte externa do museu também é interessante ver a imensa maquete que reconstitui a Jerusalém da época do Segundo Templo (536 a.C a 70 d.C). Ao observar a maquete, dá para entender como eram as construções no período e relacioná-las com as ruínas vistas na Cidade Antiga. Também vale a pena visitar o jardim das esculturas, com obras de Picasso e a famosa escultura Ahava, que significa “amor” em hebraico.

Segurança Israel são vigiados por soldados

Programe-se para fazer passeios a pé pela cidade. Uma vez em Israel, você perceberá que não precisa se preocupar com a segurança. As ruas e pontos turísticos são vigiados por soldados bem treinados. Na entrada de locais como o Muro das Lamentações, shoppings, estações de trem e rodoviárias é feita uma revista em bolsas e sacolas. Mas nada além daquela feita no Brasil no acesso às agências bancárias. Uma opção para o Shabat é tirar o dia para observar as vistas da cidade. Jerusalém tem construções em três colinas que, além de pontos importantes, trazem um atrativo a mais: mirantes, de onde se tem um panorama inesquecível da cidade monocromática.

Comida em Israel leis dietéticas do judaísmo

A comida em Israel é, em sua maioria, kosher, ou seja, segue leis alimentares do judaísmo. Entre elas, estão a proibição de comer carne e qualquer laticínio na mesma refeição. Assim, será difícil encontrar um cheeseburger ou um espaguete à bolonhesa com queijo ralado nos restaurantes. No Mc Donald’s, os sanduíches originalmente vêm apenas com a carne, mas, por se tratar de uma rede internacional, há a opção do queijo como extra. Lembre-se: em Jerusalém, o dia de descanso, o Shabat, vai do entardecer de sexta-feira até o fim da tarde de sábado. Nesse período, é impossível encontrar estabelecimentos comerciais abertos. Os ônibus também param c poucos táxis rodam.

Rua Ben Yehuda

Do pátio, é possível observa fiéis de diferentes religiões. Enquanto cristãos oram e se emocionam ao ver pela primeira vez locais tão sagrados, ouve-se o som da mesquita em frente convocando os muçulmanos para a oração. O pátio do Santo Sepulcro, sempre vigiado por soldados israelenses, leva ao souq, completando a fascinante mistura de culturas em Jerusalém. Apesar dos vários atrativos da parte antiga, a cidade nova não deve ser deixada de lado. Bem movimentada, conta com modernos hotéis, shoppings, bairros residenciais de alto padrão e áreas comerciais, como a turística Rua Ben Yehuda. No calçadão estão cafeterias, lojas de roupas e de souvenires, casas de câmbio e lanchonetes com comidas típicas. E o local ideal para passear em um fim de tarde e comer um sanduíche de falafel (bolinhos de grão-de-bico com homus, tahine e salada) ao som das músicas dos vários artistas de rua que se apresentam por lá.

Basílica do Santo Sepulcro onde Jesus foi crucificado

Na área cristã, o principal passeio é ir ao Santo Sepulcro, o último dos 14 pontos percorridos pelos cristãos na Via Crucis. Construída em 326 por ordem do imperador Constantino, a Basílica do Santo Sepulcro é marcada por reconstruções. A estrutura atual é da época dos cruzados, do século 12, pois ela foi destruída pelos persas no ano 614 e pelo califa Al Hükim, em 1009. Ao entrar na igreja, você se depara com uma pedra onde estão penduradas lâmpadas que indicam o lugar onde Cristo foi lavado antes de ser enterrado. Dentro da Basílica do Santo Sepulcro estão também o calvário, onde Jesus foi crucificado, e o túmulo de Cristo, local de grande importância que emociona os peregrinos que também incluem no roteiro as históricas basílicas de Nazaré e a da Natividade, cm Belém.

Túneis do Kotel

Para conhecer mais, vale a pena visitar os túneis do Kotel, onde se observa todo o comprimento original do muro, hoje subterrâneo. O passeio ocorre sobre os arcos construídos para que a cidade chegasse ao nível da montanha. Mesmo os mais céticos conseguem sentir a energia de caminhar sobre pisos intactos construídos há dois mil anos e de se aproximar do Templo, local de forte devoção por um longo período da história.