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Cultura brasileira e eventos à noite

Na onda dos megaeventos que levam o carimbo de grandes marcas, como o Skol Beats, o Nokia Trends e o Tim Festival, a Gol criou o V.I.A. Idealizado pelo diretor artístico Coy Freitas, o projeto pretende dar uma roupagem moderna a clássicos da cultura brasileira. O primeiro espetáculo da série é uma ousada releitura eletrônica da ópera de Carlos Gomes, O GUãrany (l870). A estréia será em 22 de junho para convidados e dia 23 para o público em geral, em São Paulo, no Tom Brasil. Depois, o evento deve viajar pelo Brasil. Quem comanda a trilha sonora é o maestro Fábio Gomes de Oliveira e o DJ Mau Mau. A direção está nas mãos de Bia Guedes. Clássica, a ópera de Gomes foi inspirada no romance de José de Alencar, que tem o mesmo nome e este ano completa um século e meio.

Centro de São Paulo

No centro de São Paulo, uma família de bichos-preguiça convive com obras de artistas consagrados, como Breche-ret e lanelli, um aquário, um sítio arqueológico e uma figueira enorme. O endereço disso é o Parque da Luz, aquele ao lado da Pinacoteca do Estado e do Museu da Língua Portuguesa. Se você ainda não conhece o pedaço, está aí uma boa oportunidade: a Prefeitura de São Paulo acaba de lançar um roteiro auto-guiado com informações sobre todas as atrações do parque. Distribuído na Casa da Administração (próxima ao portão da Rua Ribeiro de Lima, 99), ele é o primeiro folder do programa Trilhas Urbanas, que, no próximo semestre, deve lançar ainda roteiros semelhantes para os parques da Independência, do Trianon e do Piqueri. Além disso, até o fim do mês, acontecem visitas guiadas gratuitas ao Parque da Luz.

Pousadas na serra da bocaina

Spa Vai longe o tempo em que spae dieta eram praticamente sinônimos. Hoje em dia, a filosofia segue a busca pelo bem-estar. Tendências atuais também são o surgimento de centros terapêuticos dentro de hoteis e pousadas, bem como a flexibilização dos antigos estabeleci-mentos especializados, que passaram a hospedar turistas comuns. A propósito, sabe o que significa o termo spa? De acordo com a Wikipedia, vem do latim sa-nus per aquam ou boa saúde através da água. A origem remonta à Roma antiga, onde legionários buscavam descanso e cura dos ferimentos em casas de banhos termais. Com o passar dos séculos, o mundo ficou mais obeso, poluído e estressado. E o foco mudou. As terapias dos spas modernos são um festival de sensações: vão de massagens a hidroterapia com flores, banho de flutuação com sais do Mar Morto e vinhoterapia

Serra da Bocaina

Se você torce para chover toda vez que envereda por uma estradinha de terra, então temos as pousadas certas para seu jipe. Os acessos, indicados para veículos 4×4, asseguram um isolamento à prova de estresse. O grande luxo local é a natureza intocada, mas estar longe de tudo não significa falta de conforto. Na Vale dos Veados, em plena Serra da Bocaina (SP), as habitações de pedra e madeira têm cama-boxe, edredons, banheiro e ducha a gás. Para relaxar, há sauna e ofurô, ambos com vista para o lago. A Pa-rador Casa da Montanha, na região dos cânions de Cambará do Sul (RS), mantém um clima de expedição. As chamadas barracas são, na verdade, chalés rústicos equipados com lençóis térmicos, calefação e banheiro.
A turma de Lost iria adorar. Se pudesse escolher, o grupo com certeza deixaria a ilha misteriosa para perder-se em algum desses oásis de sossego. São locais para isolar-se até de si mesmo. Um giro de 360 graus revela apenas quilômetros de morros e vales cobertos de verde. E você vai estar no ponto mais confortável desse perímetro desfrutando chalés de sonho, refeições cativantes e ócio de primeira.
Mesmonaera de descontrole climático, para algumas pousadas não há tempo ruim. Da porta para dentro, reservam tantas atividades que você pode cantarolar Jorge Ben Jor (“chove chuva, chove sem parar”) sem culpa. A Frontenac tem 800 DVDs, que podem ser assistidos no apartamento, e piano-bar com jukebox. Já o Grande Hotel tem piscina coberta, com bar anexo. No Le Canton, a boa é se mandar pro spa ou pro business center.
Alguns conceitos parecem tão exatos em inglês, o idioma de origem, que a tradução se torna algo imprecisa. É o caso de upscale. Como definir? Várias expressões são usadas com significados bem parecidos: mais mais, classe AAA, superlu-xo. Mas o upscale vai além de posses, quantidades e ostentação. Situa-se num universo de exclusividade e desejos. Experimente você mesmo. Há hotéis e pousadas nas serras que vão redefinir sua idéia de boa vida.

Viagem para serras

Quem sobe a serra costuma ligar mais para confortos de interior, como lençóis de algodão egípcio, lareiras, ofurôs e esses aconchegos. Mas que tal considerar um prazer contemplativo? Do lado de fora, algumas hospedagens são tão surpreendentes quanto por dentro. É o caso da Pousada da Alcobaça. Ao redor do casarão de 1914 em estilo normando, dezenas de espécies de flor e planta de várias partes do mundo emolduram um gramado impecável. A Jardins do Passaredo, como o nome sugere, tem um paisagismo que vale a viagem. Espelhos-d’água e fontes espalhados por bosques de pinheiros e canteiros coloridos criam uma atmosfera de conto de fadas. Na Fazenda Vila Rica, jardins italianos reúnem fontes de mármore de carrara, esculturas e um gazebo.
Na serra dos casais, qualquer queda de temperatura serve de pretexto para acender um foguinho. Por isso, a lareira nas montanhas é tão desejada quanto ar-condicionado no litoral. Nas pousadas mais equipadas, tornam-se o centro das atenções. É só abrir um vinho e deixar o calorzinho rolar.
Antes de mais nada, é preciso separar serviço de mordomia. O primeiro tem custo. O segundo é gratuito. Café-da-ma-nhã servido no quarto, por exemplo. Se tiver taxa é serviço. Caso contrário é mordomia. Todo mundo espera ganhar um cafezinho, mas champanhe na entrada, cestos de flores no quarto e chocolates belgas sobre a cama encantam. Na arte do bem servir, algumas pousadas se superam.
O casal chega na pousada e encontra um chalé com TV nova, DVD, aquecedor e uma cama-boxe legalzinha. Sem dúvida, um quarto bem aparelhado. Mas daí o serviço revela-se burocrático, a decoração insípida e as mordomias anoré-xicas. A boa primeira impressão, de repente, começa a definhar e é substituída por uma sensação de monotonia. E, tempos mais tarde, os dois nem se lembram direito da viagem. A síndrome de “o que fizemos mesmo naquele fim de semana?” ocorre porque o lugar não tem aquilo. É isso: aquilo. Chame de alma, charme ou do que quiser. E aquilo que aconchega e encanta. Está lá nos objetos garimpados em antiquários, no visual rústico de materiais de demolição, nos mi-mos inesperados, como pantufas, e no sorriso dos funcionários sempre prontos a atender qualquer solicitação. Momentos inesquecíveis se dão por inúmeros motivos. Mas os mais agradáveis vão ser vividos nas pousadas com esse aquilo a mais.
A banheira japonesa semelhante a uma tina de madeira ou de acrílico tornou-se a bossa do novo charme. Se você ainda não experimentou, eis um bom motivo para cair na estrada no próximo fim de semana. Imagine-se imerso até o pescoço em águas de 33°C a 40°C, e aro-matizadas por sais perfumados. Mas, espere aí, qual a diferença para as hidros tradicionais? A principal é a estrutura. No ofurô as cubas têm bordas altas, de 70 centímetros a 1 metro. O relaxamento é feito sentado e os modelos maiores têm bancos internos. Existem alguns ofurôs com jatos de hidromassagem, mas os tradicionais são apenas para imersão.
Alguns dos visuais mais impactantes da natureza ficam no topo das montanhas. Os campos de altitude e a Mata Atlântica descortinam-se em plenitude des-concertante. E o melhor, você pode apreciar tudo em meio a um relax na hidro, na rede da varanda ou num passeio pelo jardim.

Viagem às serras

Viagem às serras é um prato, ou melhor, um copo cheio para os entusiastas de vinhos. Boas cartas e serviço de sommelier já não são raridade entre as pousadas. E, boa notícia, preços acessiveis também. Entre as melhores do país, a adega da Locanda della mimosa reune marcas e variedades à altura do seu restaurante três estrelas, a distinção máxima conferida pelo Guia Quatro Rodas. Sãò 400 rótulos de 11 países. Variam de RS 29,30, caso no nacional Salton Cabernet Sauvignon Volpi 2004, a RS 6 000, pedidos pelo francês Chateau Margaux 1982. A pousada Les Roches disponibiliza 130 rótulos de dez países. Guarda preciosidades como garrafas dos franceses Pétrus 1997 (RS 10 800) e premier cru Lafite-Rothschild 1997 (RS 3 800). A carta, no entanto, tem opções econômicas, como o gaúcho Amadeu Reserva Tannat (RS 45). A produção dos melhores tintos brasileiros é o pano de fundo da estada na Borghetto SanfAnna, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS).
A temporada ganha mais sabor nas pousadas com restaurantes estrelados pelo Guia Quatro Rodas. No grupo, está o único très-estrelas fora do eixo Rio-São Paulo, o italiano Locanda delia Mimosa, comandado por Danio Braga. No francês Fazenda das Videiras, o casal Erni e Gaspar Vianna divide as funções: ela é chef e ele, sommelier. A pousada Casacurta mantém uma das melhores cantinas da região do Vale dos Vinhedos.
Cansado de bares decorativos que só servem para aparecer nas fotos? Saiba que ambientes com boa música dentro de hospedagens não são mitos. Em Campos do Jordão (SP), você pode curtir a música ao vivo na happy hour do Frontenac, às sextas e sábados. Por ali também, a Serra da Estrela promove jantares dançantes nos fins de semana da temporada, com shows de MPB e jazz. A Terra da Luz ficou conhecida em Visconde de Mauá (RJ) por trazer às sextas e sábados apresentações de artistas como Leo Gan-delman e Danilo Caymmi.
Antes de suspirar com saudade daquele tempo em que você iria direto à letra N, continue a ler. Nem só de resorts precisam viver as viagens com crianças. Muitos hotéis e pousadas de montanhas têm diversão para a garotada sem perder charme. Essas hospedagens têm equipe de recreação e infra específica, como piscina infantil e sala de brinquedos.

Serras de Sao Paulo

Os lençóis mais macios e os ofurôs mais caprichados? Tem. O café-da-manhã mais suculento e a fondue mais sensacional? Tem também. As pousadas mais escondidinhas? Peraí, estamos procurando… (tem!). E perto das baladas? Tem, sim senhor. Tem um lugarzinho onde eu me sinta como se estivesse na minha própria casa? A-hã. E onde eu seja tratado com mais mordomias que Maria An-tonieta? Aqui tem tudo. E o que faço se chover? Vou morrer de tédio? Não, senhor. Procure na letra T, de Tempo Ruim, ou na Z, de Zen… Ah, mas ando preocupado com o aquecimento global e queria ficar numa pousada ecologicamente correta. Tem? Claro, vá direto à letra V. Nesta sopa de letrinhas, tem a receita perfeita para seu inverno.
Algodao bem que a Nasa e outros centros de alta tecnologia se esforçam, mas é difícil inventar substituto para a maciez e textura da fibra natural. O algodão reina há séculos sobre as camas mais luxuosas do planeta. A variedade mais nobre, a egípcia, tem filamentos longos que resultam em tecidos fofíssimos e suaves. Mas a matéria-prima do país das pirâmides não assegura sozinha o conforto das peças. A qualidade depende da quantidade de fios usados para fazer a trama (densidade por polegada quadrada). Quanto maior, melhor. Colchas, lençóis e edredons dos sonhos começam em 200 fios, o dobro do usado em roupas de cama comuns. E podem chegar a mil.
Ir para as montanhas não significa ficar recluso. Na temporada, Campos do Jordão (SP), Petró-polis (RJ) e Gramado (RS) têm tanto de badalação quanto de frio, com casas noturnas hypadas e bares lotados. Conheça três respostas às suas preces boêmias de inverno – para cair na farra a pé ou, no máximo, gastar minutos de carro.
Café-da-manhã Pão com manteiga e café com leite, só, estão fora de moda. Que tal panquecas de funghi e casquinha de truta defumada, como no Chateau La Villette? E doce de jaca e mousse de chocolate, da Les Roches; ou coq au vin, cuscuz de tapioca e prosecco, da Mauá Brasil? A Terra da Luz assa até pizza. E a Sal da Serra capricha na cartilha light, com 12 tipos de fruta seca e fresca, pães integrais e produtos orgânicos. Além de ter variedade, a refeição tornou-se tão liberal que pode chegar até a hora do almoço. O recorde de longevidade pertence à Ronco do Bugio, que só tira a mesa depois das 16h.