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Tudo sobre marrocos

O vilarejo mais legal é o Sijilmassa, hoje abandonado e que viveu tempos de glória há mil anos, quando caravanas com 20 mil dromedários iam lá buscar sal. Se você estiver com um carro 4×4. hospede-se num dos vários hotéis da região de Mer-zouga. Pode-se aí contratar um passeio sensacional: ir no lombo de dromedários ao meio do deserto, onde se acampa em tendas armadas na duna. O pernoite custa cerca de 50 dólares e inclui jantar e café-da-manhã, além do céu mais estrelado que você já terá visto na vida.
De volta a Erfoud, a rota a seguir é Tinerhir, 165 quilômetros a oeste, primeiro pela estrada R 702 e, depois, pela N 10. O caminho cruza desfiladei-ros com paisagens de cor ocre e castelos e cidades fortificadas. A secura é quebrada pelos oásis dos rios Rheris e Dades. Alguns são imensos, como o de Skoura, com 300 mil palmeiras e um castelo de cartão-postal, o de Amerhidil, que ilustra as cédulas marroquinas de 50 dirhans e vale a visita.
Ao longo dessas tantas estradas, os restaurantes vendem carne de carneiro, sempre com cuscuz, tradicional prato berbere, feito de semolina e legumes cozidos demoradamente. Mesmo em paradas mais modestas, a refeição vem à mesa num belo serviço de louça. Siga a etiqueta: primeiro comem os homens, depois as mulheres. Com as mãos. Os marroquinos gostam de dizer que os dedos são “garfos de Deus”. Em datas festivas, como oAid-el-Kebir (o dia em que Abraão não sacrificou seu filho Isaac – Ismael para os muçulmanos), muitas famílias vão aos bancos financiar a compra de um carneiro para levá-lo à mesa.
O carneiro também vai aos teares. De seu pêlo são feitos os fios para tapetes e almofadas. Os mais finos chegam a ter 350 mil nós por metro quadrado e podem custar até 120 euros (antes dos chás de menta). Melhor é comprá-los dos produtores. As cores e os desenhos de cada peça revelam origem e tradições das tribos que os confeccionam.

Oásis do Marrocos

Se gostar de algum produto, acalme seus instintos. Acomode-se em uma posição confortável, aprecie o açucarado chá de menta (que, tão essencialmente marroquino, é inglês de origem – foi para lá levado em 1854) que lhe será servido às carradas e inicie a “contenda”. Nunca eleve o tom da voz ou demonstre euforia diante do vendedor. No Marrocos, a menos que você faça uma oferta irrisória, é difícil deixar uma loja com as mãos abanando.
De Fez em direção ao Deserto do Saara, o caminho mais curto é o que segue pelas montanhas do Médio Atlas. Região de berberes, tem uma floresta de cedros e tapetes à venda por preços matadores, principalmente em Azrou, 80 quilômetros ao sul pela N 8, e Midelt, 140 quilômetros depois, pela N 3. Em cada uma delas procure as cooperativas de artesãos e prepare-se para novos chás de menta. A paisagem fica realmente bonita 80 quilômetros ao sul de Midelt, em Rich, já no Alto Atlas: é o vale do Rio Ziz, o mais belo oásis do Marrocos. Apesar de estreito, tudo o que o Ziz toca vira uma mancha verde, cheia de palmeiras, entre impressionantes gargantas rochosas. Depois, rumo sul pela N 13, ao passar Erfoud começa o trecho de terra para o Deserto do Sarra, já no Erg Chebbi, o maior conjunto de dunas da região – chegam a atingir 150 metros de altura. O lugar tem ainda fortes e vilarejos que parecem saídos de um filme de aventuras.

Marrocos cultura

Conforme se avança para o sul, as montanhas diminuem de altura e aparecem mulheres com véus pretos. São berberes, que já estavam lá quando os árabes invadiram o Marrocos no século 7- Foram convertidos ao  Islã, mas mantive-
ram língua e cultura próprias. São nômades e tangem camelos e carneiros pelo país. As mulheres berberes adornam suas mãos e seus pés com tatuagens de hena. Se quiser segui-las, evite a hena negra, que pode causar queimaduras graves.
Volubilis, cheia de construções em ruínas, é escala descomplicada. Pare o carro e visite o parque. Mas com Meknès (33 quilômetros ao sul) e Fez, a história é bem diferente. Cercadas por muralhas e acessíveis por imensos portões (os bab, em árabe), cada uma delas é um mundo à parte, com seus mercados e seu movimento frenético. Meknès deve seu maior período de glória ao sultão Ismail, que transferiu a capital de Marrakesh para lá, estendeu o Marrocos para os limites da Argélia e Mauritânia e reconquistou Tânger dos ingleses, entre outros feitos.
Deixe o carro estacionado e percorra a cidade antiga desde o Bab el-Mansour. Caótica aos olhos ocidentais, a medina de Meknès segue uma lógica: o centro é a Grande Mesquita, à qual se chega pelas vielas do mercado, sempre dividido em setores: jóias e objetos de ouro (uma herança dos comerciantes judeus que já habitaram a cidade), essências e perfumes, alimentos e temperos, tapetes e tecidos, objetos de madeira e metal, e uma área antigamente destinada aos judeus, as mellahs.
Apenas 60 quilômetros a leste de Meknès (pela auto-estrada pedagiada, a A2, ou pela N 6, de pista simples), Fez é imponente. Tem 1 milhão de habitantes, parte comensurável na área fortificada, o que faz dela uma das maiores cidades medievais do planeta. Pare o carro e prepare-se para caminhar. Comece pelo Bab Jeloud, o principal portão da cidade. Daí em diante, 9 500 vielas serpenteiam em torno do souk (mercado) mais interessante do Marrocos.

Imagens de marrocos

É bom estocar dois litros por pessoa por dia de viagem – evite a todo custo a água de torneiras e poços, a menos que você a ferva diligentemente.
Em Ceuta, veja as muralhas seculares, a catedral e o museu municipal, com objetos que contam a agitada história do lugar muito antes da chegada dos portugueses. No centrinho há lojas de aparelhos eletrônicos e butiques que vendem roupas a bons preços. Dali à fronteira são 15 minutos. Mas deixar a Espanha e entrar no Marrocos é uma operação demorada. Aproveite para trocar seus euros por dirhans, a moeda marroquina.
Vencida a fronteira, a compensação vem na forma das montanhas do Rif, cadeia cortada por estradas estreitas e sinuosas. Siga a N13 por 38 quilômetros rumo sul até Tetouan. Daí a Chefchaouen, a próxima parada, são 64 quilômetros, agora pela N 2.0 lugar já foi hostil: até 1920 os cristãos não pisavam ali, a não ser aqueles com tendências suicidas. Ficaram famosos os relatos do francês Charles de Foucauld e do jornalista inglês Walter Harris, que, disfarçados de mercadores, chegaram ali no fim do século 19. Chefchaouen, bela cidade com casas pintadas de azul, é a mais nova estrela turística do Marrocos. Tem um centro fortificado – a medi-na -, pequeno e bem conservado, cheio de bazares, mesquitas e restaurantes simpáticos. Mas muita gente vai lá para fumar haxixe – ou kif, plantado para valer nas montanhas entre a cidade e sua vizinha mais a leste, Ketama. Embora popular, consumir o kif, mesmo em narguilés, é crime.
Siga rumo sul, novamente pela N 13, de pista simples e sinuosa. Do outro lado da cordilheira do Rif fica um dos trechos mais bonitos do país: as cidades imperiais de Fez e Meknès e, de quebra, Vo-lubilis, antiga colônia romana, hoje em ruínas. De Chefchaouen são 200 quilômetros até Meknès.

Fotos do marrocos

Sem a obrigação de seguir os horários de trens e ônibus, roda-se o país todo, das franjas do Saara às cidades da costa atlântica, como Essaouira e Asilah, cruzando montanhas de até 4 mil metros de altura da cadeia do Atlas.
Uma ótima idéia é alugar um carro na Espa-‘ nha – sai, em média, metade do preço do aluguel no Marrocos. Ferryboats transpõem em menos de uma hora o Mediterrâneo. Há vários pontos de travessia, como Almeria, Málaga, Tarifa e Algeciras, na Espanha, Tânger, no Marrocos, e Ceuta e Me-lilla, possessões espanholas na África. Optei por sair de Algeciras e desembarcar em Ceuta. O custo da travessia varia de acordo com o modelo do carro e o número de passageiros, desde 100 euros. Chegamos à África, eu e um Nissan X-Trail, 4×4 valentão também disponível no Brasil.
Ceuta é um enclave espanhol na África, mas faz parte do imaginário de Portugal desde há tempos. Em 1415, tornou-se a primeira conquista do império ultramarino de dom João I. Hoje, com seus 20 quilômetros quadrados de área e 75 mil habitantes, é a porta de entrada mais esperta da região. O enclave é zona franca, por isso o combustível é barato (15% menos do que em todo o Marrocos). A mesma conta vale para mantimentos e garrafões de água.

Viagem para marrocos

Bem pra lá de MARRAKESH.
NÃO È UMA MIRAGEM.
Vendedor de água em Marrakesh e, na pág. oposta, duna do Saara perto de Merzouga.
ARTE FUNERÁRIA:
Mausoléu do sultão Ismail, em Meknès, cidade que ele transformou em capital imperial.
As estradas do Marrocos têm fama   ^ de inóspitas. É uma herança dos tempos em que caravanas de milhares de camelos vagavam pelo calor dos seus desertos, desafiando témpesta-des de areia, dunas traiçoeiras e bandidos cruéis. Esse estereótipo de filme ^ B desanima os turistas, que ficam pelas maiores cidades desse que f o mais ocidental e acessível dos países árabes.
Pois saiba què taiá”o!iftculdades são pura lenda. De carro, é muito cômodo chegar a qualquer lado do Marrocos. As estradas são excelentes. E tirar as rodas do asfalto só vai precisar mesmo quem tiver espírito aventureiro. Como eu, que encarei alguns trechos do Deserto do Saara.