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Redescubra Nova York

Torta noite, músicos sobem ao palco do St. Nicks Jazz Pub. como fazem rfá 50 anos. Na página ao lado, ersbaixo, mais diversão de graça no Washington Square Park.

Vamos para nova york

Por volta das 22h, o lugar começa a encher, os corpos elevando a temperatura da sala. O trompetista Melvin Vines sobe ao palco. “Pode estar quente, mas – pô! -vocês estão num clube de jazz, e não numa cafeteria”, grita ele, provocando aplausos entusiasmados. Vines chama sua mulher, Key, ao palco. Acompanhada de teclados e saxofone, ela solta o vozeirão muna versão acalorada de ItDon’tMean a Thing, de Duke Ellington, antes de voltar a atender no bar.
Esperando pacientemente sua vez está o trombonista Paul Hawthorne, um senhor idoso que teve sua estreia musical ao lado Miles Davis. “Eu tinha 19 anos e ele sempre aparecia para tomar café. Miles bebia café preto, com três cubos dej açúcar”, recorda ele. Hoje, Paul toca em grandes palcos, mas nas noites de segunda-feira é aqui que ele vern. “Isto aqui é a casa.”

Pontos turisticos nova york

VOCÊ NÃO PRECISA DE INGRESSO PARA OUVIR MÚSICA DA MELHOR QUALIDADE.
Aminutos da Broadway onde os ingressos para alguns espetáculos são vendidos por mais de US$ 150 – fica uma praça tranqüila de um parque público onde você pode ouvir de graça os sons da cidade. Quando chego ao Washington Square Park, um grupo de jazz ao estilo dixieland está começando a se apresentar.
Um público diversificado logo se forma. Transeuntes diminuem o passo para ouvir os ritmos do sul-americano, e um homem de gravata borboleta apressado para abruptamente, acomoda sua pasta, senta-se num banco e reclina para um repouso momentâneo.
É a música também que atrai as pessoas ao Harlem. no norte de Manhattan. Essa área carente ainda tem uma fama que dá medo, mas você terá uma recepção calorosa no St. Nick’s Jazz Pub, em Sugar Hill. Segunda-feira é a noite do improviso, e músicos de toda a cidade-inclusive os que se apresentam no famoso Lincoln Center – aparecem e fazem fila para ter seu momento no palco com a banda da casa.

Atrações em nova york

Objetos de todas as épocas podem ser encontrados no Antiques Garage Flea Market {acima, à esquerda), nos fins de semana, e um tesouro de antigüidades: B4 It Was Cool.
O dono da loja, Gadi Gilan, sentado do lado de fora, escuta as notas de um trompetista melancólico que entrctom os transeuntes ali perto. “Eu pego essas coisas em todo canto da cidade”, diz ele, com uma fala arrastada de nova-iorquino. “Mercados populares, leilões, escolas, fábricas que estão fechando… É o que faço há 20 anos.”

Passeios de compras em Nova York

CONSUMIDORES ESPERTOS COMPRAM ANTIGÜIDADES.
Nova York é repleta de boas oportunidades de compras, mas alguns lugares oferecem algo mais interessante do que pechinchas: uma viagem ao passado da cidade, por meio de objetos que seus cidadãos deixaram para trás. Nos fins de semana, o Antiques Garage Flea Market se espalha por dois andares de um estacionamento desativado em Chelsca. Mais de cem vendedores oferecem artigos incrivelmente diversos.
Há mesas cheias de roupas, sapatos, vinis, pinturas e móveis—uma coleção aleatoriamente anacrônica que mistura peças do fw de siècle com relíquias mais recentes. Sou atraído por um estande que vende anl igas revistas em quadrinhos. Na prateleira, um Super-Homem dos anos 1970 me pede: “Me ajude, não consigo agüentar por mais muito tempo!”. E com uma etiqueta marcando apenas US$ 5, como resistir ao homem de aço? Um rápido passeio de metrô me leva a outro tesouro de antigüidades: a B4 It Was Cool. Uma floresta de luminárias antigas enfeita a entrada sem placa da loja, iluminando seu caminho para uma terra do nunca de antigüidades industrais e bizarras curiosidades científicas. A tampa aberta de uma arca de madeira exibe seu conteúdo: um candelabro de cristal desmontado. Um armário próximo está cheio de vidros com rótulos em latim, cada um deles contendo um inseto ou aracnídeo diferente numa solução estranha. Há modelos acadêmicos de seres humanos e animais.

Museus segredos de Nova York

A Galeria de Troféus celebra outras conquistas fugazes: seus armários de vidro estão cheios de prêmios duramente obtidos, mas esquecidos. A placa do prêmio de um concurso que elegia as galinhas que punham mais ovos é apenas um exemplo das raridades que Malcolm garimpou em mercados populares e leilões. “Com certeza o que temos aqui é uma coleção incomum”, diz Kip. “Um amigo de meu pai que visitou a exposição disse: ‘Malcolm, esta é a mais alegre seqüência de non-sequiturs que eu já vi’.”
Sigo caminhando por mais alguns quarteirões na uptown, até o Art Gallery District, em Chelsea, onde você pode conhecer de graça mais um dos segredos de Nova York. Toda quinta-feira à noite, muitas das galerias particulares – concentradas em quatro quarteirões de ex-edifícios industriais austeros – não apenas convidam você a entrar como lhe oferecem um drinque enquanto você circula pelas exposições. Misturando-me aos amantes da arte de Manhattan, vejo-os saindo até a rua, taça de vinho à mão, para arejar seus pensamentos, fofocar e falar de pessoas famosas como se fossem íntimas. “Você está aqui para ver Chuck Close?”, pergunta um homem ajustando os ombros de seu paletó preto, como um pavão abrindo as asas. “Eu e Chuck nos conhecemos há muito tempo.”

Museus mais inusitados de Nova York

MUITOS FASCINANTES MUSEUS E GALERIAS SÃO DE GRAÇA.
Escondida atrás do foyer de um edifício de escritório sem graça na Quinta Avenida fica um dos museus mais inusitados de Nova York, e para entrar ali não é preciso pagar um centavo. A mostra da coleção do falecido magnata das publicações Malcolm Forbes inclui soldadinhos e barcos de brinquedo e um antigo tabuleiro de Banco Imobiliário. O passeio pelas galerias é uma viagem divertida à infância, mas observe dentro dos armários de vidro e você viajará ainda mais longe no passado – cada armário é um momento da história recriado em miniat ura.
Uma enfermeira liliputiana de uniforme branco imaculado já foi brinquedo de Kib Forbes, filho de Malcolm. Foi suficientemente rejeitada por ele e seus irmãos para ter sobrevivido intacta às brincadeiras da infância deles. “Adoro ir ali de vez em quando e rir de todas as miniaturas que temos, mas o que mais gosto é do primeiro tabuleiro de Banco Imobiliário”, diz Kip, hoje dono da coleção. “Para a maioria das pessoas, o Banco Imobiliário foi o primeiro contato com o capitalismo de risco, mas o homem que inventou o jogo não era um jogador muito bom.” Um painel explica que Charles E. Todd inventou um precursor do jogo, The Landlord’s Gaine, em torno de 1920, mas foi o amigo ao qual ele o apresentou. Charles Darrow, que teve a idéia de patentear o jogo.

Natureza em Nova York

Uma tentativa mais modesta de trazer a natureza para Nova York pode ser encontrada no sul do Brooklyn. Aparentemente, a Sycamore Flower Shop é apenas uma floricultura, mas se você esgueirar-se entre as flores descobrirá que na frente fica o negócio, e atrás a festa. A noite, a Sycamore vira bar. Invenção de três amigos do infância – Justin Israelson, Allison e Barry Jonas —, a casa oferece a seus clientes – na maioria locais—um buquê e uma cerveja por apenas USS10.0 trio também é entusiasta dos uísques americanos, portanto, nas prateleiras do bar você verá tanto garrafas de bourbon quanto vasos de plantas.

O Central Park em Manhattan

O VERDE CRESCE NOS LUGARES MAIS INESPERADOS.
O Central Park domina Manhattan, mas há campos verdes em alguns dos lugares mais inusitados de Nova York. Embarque no trem n° 1 do metrô e vá até o final – ao terminal norte—e você se verá à porta de um jardim público de 11 hectares, bem no meio do Dronx. Antes propriedade privada, os gramados bem cuidados de Wave Hills são delimitados por árvores e flores selvagens que crescem desenfreadamente, emoldurando uma vista bucólica do Vale do Rio Hudson que parece longe da multidão enlouquecida.
Construída como casa de campo para um abastado jurista da cidade, a Wave Hill House está agora aberta ao público. Aos domingos, você pode saborear um brunch num salão de jantar elegante que, em 1901, fez o romancista Mark Twain querer alugar o lugar para ele próprio. A experiência de morar entre árvores e ao som do canto dos pássaros o fez “querer viver sempre”, como escreveria mais tarde.
Não é só o canto dos pássaros que se ouve em Wave Hill: a casa também abriga concertos. E foi a promessa de música, mais do que uma refeição, que trouxe Robert Montgomery aqui hoje. “Wave Hill é um lugar charmoso para apresentações de música de câmera”, diz ele. “Você pode sentar-se e admirai- a vista do rio e os jardins. Parece que está longe da cidade.”

Vamos para Nova York

QUANDO O CLIMA PERMITE, OS NOVA-IORQUINOS VAO PARA A ORLA.
Saia de Manhattan e você encontrará lugares à beira de um espelho d’água, mais comuns numa ilha tropical do que numa ilha urbana. No Pier 66 Maritime, no Rio Hudson, trabalhadores que se livraram do escritório bebem sangria branca e cerveja Corona enquanto a noite fecha a cortina de mais um dia na cidade. Atracado no píer que balança levemente fica o Lightship Frying Pan, um navio vermelho enferrujado que ficou afundado na Baía de Chesapeake durante três anos antes de ser resgatado e rebocado para cá.
A bordo do navio eu encontro Max Pedane, que é o próprio capitão do mar aposentado, cerveja à mão. “Esta é uma das jóias escondidas da cidade”, diz ele. “Quando pensam em Nova York, as pessoas pensam em Broadway, lojas e luzes, e não em píeres e barcos. Mas esta é uma cidade cercada de água.” Do Píer 66, embarco no New York Water Taxi, uma barca de passageiros que circula pela extremidade sul de Manhattan e vai até Queens, em Long Island.
Desembarco em Hunter’s Point e descubro areia sob meus pés. Estou em Water Taxi Beach, uma praia falsa com palmeiras falsas e um bar exótico. Toda essa encantadora falsidade fica aberta entre os 016866 dfl maio e outubro, fechando nos períodos mais frios do ano. Water Taxi Beach parece mais longe de Manhattan do que a vista sugere. Olho para trás e vejo a silhueta recortada dos edifícios ao longe, os sons da cidade abafados pelo vento veloz do East River.
“Olhe para aquilo”, diz David Newkirk, intregrante de um grupo de street dance que essa noite está se apresentando na casa. “Não há lugar no mundo como esse.” Pergunto a ele o que há de tão especial na cidade e ele é enfático: “Nova York é o lar de todas as raças do planeta. E um belo acidente”.