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Nas ruas de Paris

Nas ruas de Paris

Orson Welles, Ettore Scola, FrançoisTruffaut, Louis Mal-le, Jean Renoir, Alain Resnais, Luis Bunuel, Philip Kaufman, Roman Polanski, Andrzej Wajda, Luc Besson… Tantos grandes diretores franceses e esttangeiros filmaram as ruas e a vida de Paris que chega a ser covardia tentar destacar alguns. Mas vamos tentai: no final dos anos 60, ninguém retratou a efervescência do bairro estudantil e boêmio do Quartier Latin (especialmente o boulevard Saint-Michel e o campus da Sorbonne) quanto o mestre Jean-Luc Godard, em fitas como O Demônio das 11 Horas(1965), Madein USA (1966), 2 ou 3 Coisas Que Sei Dela, A Chinesa e Week-End (os três de 1967). Quantos não torceram pelo romance de Os Amantes da Pont-Neuf ‘(1991), em que Juliette Binoche e Denis Lavant cruzam ruas do bairro de Marais e atravessam o Rio Sena para se encontrar na mais velha ponte de Paris? No sus-pense O Dia do Chacal (1973), Edvvard Fox passa pelo Arco do Triunfo, a Avenida Champs Elysées e a Torre Eiffel (em sua manjada vista a partir da esplanada de Chaillot) em seu trajeto para tentar assassinar o presidente Charles De Gaulle. E onde Marlon Brando e Maria Schneider consomem a paixão maluca de O Ultimo Tango em Paris (1972)? Vá lá ver: embarque na Estação Passy do metrô e encontre o prédio deles na ponte de Bir-Hackein (em Paris 16).

Chãteau d’Artigny declarado monumento histórico

Faz parte do complexo, ainda, o Les Greniers de César, um antiquíssimo armazém de pedras declarado monumento histórico, que recebe tanto exposições de pintores e escultores como coquetéis e banquetes para lá de especiais. Ah, a culinária do Le Choiseul… Se tiver de escolher apenas um dos castelos-hotéis para cometer uma orgia gastronômica e esfolar o bolso, faça-a aqui, já que o restaurante do lugar, o Le 36, é um dos mais bem conceituados entre os que compõem o Grandes Etapes. A responsabilidade cabe ao chef Guil-laume Dallay, que abusa do frescor dos produtos da estação e dos encontrados na região – sobretudo os peixes do Rio Loire – para levar à mesa delícias como o foisgras de pato com maçã verde e enguia defumada do Loire com vinho do Porto. Se o prato já impressiona na apresentação, espere até provar a sinfonia de sabores, que pode ser servida em dois pomposos salões na Casa do Duque ou, num clima mais informal, no terraço ladeado por jardins à italiana.

Grande casa Renascimento francês

Com todas essas credenciais para Amboise, hospedar-se no Le Choiseul, aos pés do castelo que leva o nome da cidade e às margens do Rio Loire, é um complemento perfeito para o dia passado ali. Primeiro porque a construção tem tudo a ver com a história da região, com três casarões erguidos entre os séculos 16 e 18: a Casa do Eremita (que está sobre os resquícios de um convento ali montado a pedido do rei Luís XI), a Casa do Duque (que pertenceu a Etienne François, ministro de Luís XV) e a Casa do Boticário, onde Jehan de Gastignon, espécie de farmacêutico de Carlos VIII e Francisco I -cujo reinado, de 1515 a 1547, marcou o apogeu do Renascimento francês-, preparava cremes para as damas da corte.

Chãteau Le Choiseul

Numa viagem em que os próprios meios de hospedagem (e seus restaurantes) são as atrações do caminho, impossível não se render aos encantos do Chãteau Le Choiseul, em Amboise, cidadezinha a 25 quilômetros de Tours que é uma parada consagrada no Vale do Loire por guardar o Castelo de Amboise, aquele que serviu de morada para a rainha escocesa Mary Stuart. Também é lá que está o palacetc Cios Lucé, onde o gênio do Renascimento, o italiano Leonardo da Vinci, passou seus últimos anos de vida (confira à página 41 os principais passeios para compor um roteiro no Vale do Loire).

Característico jardim francês em Chãteau d’Artigny

O Domaine de Beauvois, que como o Chãteau d’Artigny fica nos arredores de Tours, é mais um castelo afastado da cidade, cercado por um parque de 140 hectares e de frente para o Lago Briffaut, formando um recanto de quietude e beleza. Um dos melhores lugares para aproveitar a calmaria, seja para ler, conversar ou tomar uma taça do frisante regional para celebrar o momento, é no terraço com fonte e mesinhas protegidas por guarda-sóis. O espaço recentemente foi remodelado com um característico jardim francês, junto da torre no centro do castelo, a única que restou do prédio original, do século 15, é oferece vista para o lago. O panorama é quase o mesmo para quem está nos elegantes salões decorados nos estilos Luís XIII e Luís XV à espera das criações culinárias do chef Régis Guilpain que, seguindo três palavras-chave qualidade, simplicidade e realce do sabor dós alimentos, aposta em criações que destacam a culinária regional.

Castelos do Vale do Loire e conforto da sala

Castelos do Vale do Loire: ali, no gradil ao redor das janelas, por vezes surge a inscrição c’est mon plaisir (o prazer é meu), parecendo antever, com séculos de antecedência, que o destino de Esclimont era tornar-se um luxuoso hotel e bem receber os hóspedes. E isso é percebido ao deitar-se na cama com macios lençóis de percal, banhar-se na banheira com torneiras douradas, ler sob a iluminação de lustres como os de antigamente, tomar um café da manhã com pães, iogurtes, manteiga e geleias frescos, feitos no próprio castelo…

Vale Loire França suíte do Domaine de Beauvois

Vale Loire França: como castelo autêntico, erguido no auge das construções que adornaram o Vale do Loire, em Esclimont não faltam um fosso circundando a propriedade; uma estátua eqüestre de um dos descendentes da família Rochefocauld; um fria-non (pequeno palácio); uma torre de guarda e o Pavilhão dos Troféus, que teve as cabeças empalhadas de animais substituídas por réplicas feitas de mármore. Tais espaços abrigam quartos, salas de refeições, de estar e para a realização de convenções. Ao longo do ano também recebem casamentos, principalmente de casais japoneses, que adoram o clima de conto de fadas da região e do próprio castelo.

Suntuoso Chateau D’artigny

Talvez uma antiga residência beneditina ainda possa ser “espartana” para suas nobres ambições. Então, seu lugar é no Chateau d’Artigny, em Montbazon, próximo da cidade de Tours, um imponente palácio que, com fachada de pedras brancas e um bem cuidado jardim, é visto ao longe. Erguido entre 1912 e 1929 sob o estilo do século 18, o esplendor do chateau reflete o glamour do antigo dono, François Coty, considerado o primeiro perfumista em escala industrial a criar toda uma linha de cosméticos com uma mesma essência. Enquanto a fachada é uma cópia do Chãteau de Champlatreux, no Vale d’Oisc, o interior foi inspirado no Palácio de Versalhes, com uma capela feita em escala de um quarto em relação à existente naquele endereço oficial da realeza francesa.

Castelos no Vale do Loire maravilhas arquitetônica

Castelos no Vale do Loire: Ou Blois, no qual o duque de Guise, líder da Sagrada Liga Católica, foi assassinado a mando de Henrique III. E ainda Saumur, entre outras, casa de uma renomada escola de equitação (cujos treinamentos e apresentações dos cavaleiros e amazonas podem ser assistidos) e de um vinho frisante que, elaborado com o método champe-noise, é tido como o segundo melhor da França, perdendo apenas para o autêntico champanhe, feito na região de mesmo nome. O bacana é que depois de um dia de passeios por tantas maravilhas arquitetônicas, é possível continuar nesse ritmo de conto de fadas e sentir-se “amigo do rei”: basta estar disposto a gastar um pouco mais pela estada e ficar em lugares que realmente já foram castelos e construções históricas e hoje, mantendo a decoração e o clima pomposo de outrora, são meios de hospedagem de luxo. Sem prescindir, claro, de mimos modernos como piscinas, quadras de tênis, spa e campo de golfe, num padrão de excelência que também se estende à gastronomia.

Vale do Loire na França considerado o jardim

Vale do Loire na França ser considerado o jardim da França. A região fascina os turistas, ainda, com suas cidadezinhas cheias de construções medievais e com um quê a mais por estarem no curso de rios como o Loire, o Indre e o Cher, onde se passaram importantes episódios da história européia. E o caso de Amboise, que guarda um chãteau que remonta ao século 11 no qual viveu Mary Stuart, a rainha católica da Escócia que foi decapitada sob ordem da lendária monarca protestante inglesa, Elizabeth I.