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Guia patagonia

O chefe da expedição, Rodrigo Fuentes, chileno de 38 anos que navega na região desde os 25. numa temporada anual de oito meses, tinha a explicação na ponta da língua: “Na Patagônia, manda a natureza; nós nos adaptamos”

Viagem Cabo Horn

Na véspera da ida ao cabo, nem mesmo a tripulação garantia o sucesso da empreitada. Tudo iria depender das condições climáticas, totalmente ingovernáveis na região. Mas tudo deu muito certo. Sem as terríveis ventanias que assolam a ilha, o capitão Oscar Sheward pôde contornar o Cabo Horn pela terceira vez na história do Via Australis, para surpresa e encanto dos viajantes, que puderam admirá-lo bem de perto das amplas janelas do navio.

Imagens da patagonia

Entretanto, a sensação de pisar no ponto mais extremo do Hemisfério Sul, cenário de tantos atos heróicos e tragédias, obriga à reflexão. Aquela amplidão, os ecos da história, a inesperada solidão diante de uma natureza única e opressiva atingem a todos. Mesmo aqueles que parecem mais preocupados com o melhor ângulo da folo.

Expedição patagonia

Expedição patagonia.
Foi assim na ilhota Tucker. A ansiedade para ver de perto as graciosas aves era visível nos passageiros. Mas quem imaginava aquela imensidão de animais espremidos na praia, se decepcionou. Não era o filme A Marcha das Pingüins, com certeza. Havia só 4 mil na ilha, espalhados por toda a área, em bandos que não passavam de 20. Mas o espetáculo estava garantido: eles corriam, brincavam na água, escalavam rapidamente as encostas. Enfim, mantinham a pose e o charme.

Visita à Ilha Horn

Um compensação, a visita à Ilha Horn, onde está o cabo mais famoso do mundo, arrancou suspiros. No livro de visitas do farol, parada obrigatória do passeio, a francesinha Audre Martinic anotou: “Um sonho realizado”. Ela e outras dezenas de visitantes. E olhe que não há praticamente nada a se ver na ilha, a não ser o farol, a pequena capela e o Monumento ao Albatroz, uma escultura de menos de 20 anos, que homenageia os navegadores.

Turismo na patagonia

E o melhor: a cada dia, uma descoberta. Enquanto as cordilheiras nevadas acompanhavam ininterruptamente o Via I Australis, oferecendo paz e I beleza, as excursões em terra eram tratadas como eventos especiais, mesmo que consistissem numa simples navegação para observar uma pequena colônia de pingüins.

Turismo patagonia argentina

Na Patagônia, manda a natureza; nós nos adaptamos.
A Baía Ainsworth (acima), perto de glaciares e da cordilheira nevada, é um posto de observação privilegiado. Ao lado, os graciosos pingüins magalhânicos da Ilha Magdalena.

Ilha Magdalena

Às 7h, desembarque na Ilha Magdalena, onde vive uma colônia de 170 mil pingüins, além de cormorões, gaivotas, skuas, carancas e caiquenes. Retorno ao barco e chegada a Punta Arenas às 11 horas. Fim da viagem.

Estreito de Magalhães

Pela manhã, palestra sobre o Estreito de Magalhães. A tarde, passeio de bote pelo fiorde Alacalufe e parada em frente ao imponente Glaciar Piloto, com sua estranha e hipnótica cor azul.

Visita ao Cabo Horn

Visita ao Cabo Horn, onde há apenas um posto da Marinha, um farol, uma pequena capela e o Monumento ao Albatroz, homenagem aos navegadores que escreveram a história da região.