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Cruzeiro ushuaia

A Terramundi oferece um programa misto, com dois dias de cruzeiro e seis dias de excursões por terra, de Buenos Aires a Ushuaia. O cruzeiro é feito no late Marpatag, para 14 pessoas, com saída de Calafate e passagem pelos glaciares Upsala e Perito Moreno. Com parte aérea e hospedagem incluída, o custo por pessoa, em apto. duplo, é de us$ 2.337, de 1o a 17 de dezembro.

Cruzeiro skorpios

O cruzeiro Skorpios II, navio com capacidade para 160 passageiros, tem o roteiro Puerto Montt/Glaciar San Rafael/ Puerto Montt, de 6 noites. Saídas em dezembro, dias 6 e 13, de US$1.570 a US$1.820 por pessoa em cabine dupla; dias 20 e 27/12, o preço sobe: de US$1.830 a US$ 2.080.

Cruzeiro australis

CRUZEIROS PARA ESCOLHER.
Via Australis.
O Via Australis e o Mare Australis fazem o roteiro Punta Arenas/ ushuaia, de 4 noites, e o de ushuaia/Punta Arenas, 3 noites. Para o primeiro, saídas a cada quatro dias, a partir de 1712. Último cruzeiro, 10/4. Preço por pessoa em cabina dupla: us$ 1.770 a US$ 2.727.0 segundo tem também saídas a cada quatro dias, a partir de 5/12. último cruzeiro: 14/4. Preço por pessoa em cabine dupla: US$1.330 a US$2.043.

Para chegar la cruzeiro na patagônia

PARA CHEGAR LA CRUZEIRO NA PATAGÔNIA.
Os glaciares, lobos-marinhos, pingüins e as impressionantes paisagens geladas continuam lá, como nos tempos dos pioneiros Fernão de Magalhães e sir Francis Drake. E o melhor: à sua espera

Um cruzeiro no fim do mundo

Claro que as pedras de gelo vinham dos glaciares e deixavam 0 uísque ainda mais especial. E elas abasteciam o bar durante toda a viagem. Eduardo Gonçalves, brasileiro filho de chileno, de 46 anos, que fez 92 dos 112 cruzeiros, diz que serve uma média de 150 drinques por dia, sem contar os não alcoólicos. Já o chileno Emilio Velásquez, 39 anos, foi o introdutor do calafate sour no navio. O drinque é na verdade um pisco sour, a caipirinha chilena, acrescido de uma porção de xarope de calafale, a planta emblemática da região. O certo é que o amplo salão no último deque, onde também ficava o bar, concentrava a vida do cruzeiro. Ponto de encontro para conversas animadas e saídas para os passeios, palco das palestras e brincadeiras, virava também sala de leitura e posto de observação daquela paisagem intrigante e esplêndida na sua monotonia.
Sem internet, celular, TV e rádio – algo impensável nos dias de hoje, mas que não fizeram nenhuma falta -, tempo total para se dedicará natureza e à introspecção. O fim do mundo estava em nós.

Cruzeiro maritimos na patagônia

CRUZEIRO NA PATAGÔNIA.
“Muita paz e tempo total para natureza. 0 fim do mundo estava em nós”
O frio não atrapalhou. Ao contrário 0 sol predominou na maior parte da viagem, deixando o cenário mais espetacular. Assim, os passageiros puderam curtir à vontade a paisagem única da Patagônia

Viagem de navio cruzeiro na patagônia

Mas para muita gente a melhor atividade mesmo era ficar no balcão do bar, atendido como rei pela dupla Eduardo e Emílio. Eles viraram figuras queridas na viagem, não só pelos esplêndidos e variados drinques que preparavam, mas por espantai o frio, assim que terminavam os passeios nas geleiras, Os grupos eram recebidos antes do retorno ao navio com ofertas tentadoras e irrecusáveis: uísque, chocolate quente ou ambos?

Bom humor a bordo do cruzeiro

Bom humor a bordo do cruzeiro.
Se os europeus representam 70% da ocupação do cruzeiro, isso se deve à presença espanhola. O advogado Jose Aliste, 56 anos, por exemplo, veio de Madri com a mulher, Maité. Advogado criminalista, Aliste já visitou mais de cem países, 47 deles exclusivamente para caçar, sua grande paixão, acima da profissão e das viagens. “Gosto de caça grande, como rinocerontes, elefantes, ursos. Estou sempre no Alasca e na África”, explica. E garante que não sente receio algum diante de tantos animais ferozes “Mais perigosos são meus clientes colombianos e russos”, diverte-se. Já para o casal Meyer, da França, nada como os grandes espaços, a presença intensa da natureza. Claude, 82 anos, e Yvette, 78, passaram 25 dias na América do Sul, visitando Machu Picchu, o Lago Titicaca e o Deserto de Atacama, antes de chegar á Patagônia. Juntos há 54 anos, os dois médicos moram em Antibes, na Cote d’Azur. O cruzeiro deixou-os encantados: “O barco é pequeno, perfeito para um bom convívio. As excursões foram muito bem organizadas,” elogia Yvette. Já Claude gostou de outro aspecto da viagem: “Nunca tinha estado em um cruzeiro com open bar”, diverte-se, com um copo de pisco sour na mão. Brasileiros são raros, mas aparecem. Neste, as representantes eram mulheres. A cardiologista Maria das Graças Cavalcanti Bandeira, 57 anos, de Natal, e a amiga Mércia Bezerra, 70 anos, esteticista, de Fortaleza, escolheram a viagem para a Patagônia como prêmio de consolação. “Na verdade, tínhamos planejado ir à Austrália e à Nova Zelândia, mas a demora para obtenção do visto nos fez desistir”, conta. O plano “B” dividiu as amigas: enquanto Maria das Graças queria ir para o Deserto de Atacama, Mércia sonhava com o fim do mundo. “Para não ter briga – viajam juntas há 18 anos -, ficamos com os dois. vamos do freezer para o grill’, brinca.

Cruzeiros de navio

Quem não queria palestras, tinha outras opções. Nada agitadas, é claro, para desapontamento de alguns. Bingo, trívias, cursos expressos de nós de marinheiro e vinho chileno, desfile de moda dos próprios passageiros e, na última noite, a rifa da bandeira e leilão da carta de navegação utilizada na viagem. Este último evento provocou momentos de suspense e emoção. No primeiro cruzeiro, o gigante sul-africano Colman venceu a disputa e levou a prenda por 140 dólares. No segundo, combate dólar a dólar, até que a carta ficou com a americana Natalie, que ofereceu imbatíveis US$ 170.

Paisagens interessantes

O navio é pequeno, perfeito para uma boa convivência.
O navio passou bem perto do Cabo Horn , que fica a 950 km da Antártica. As coloridas Ushuaia e Punta Arenas são os portos de partida para paisagens incríveis, como as do Glaciar Piloto, e para ver a exclusiva vegetação patagônica na Bafa Ainsworth.