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Um terço o território é área de proteção ambiental

Um terço o território é área de proteção ambiental

Entre essa cidade e o Parque Nacional Manuel Antônio, no alto de uma montanha, cafés, restaurantes e hotéis se enfileiram ao longo de uma estradinha sinuosa com pouco mais de 7 quilômetros de extensão. A vista do mar lá embaixo é lindíssima. Praias de areia branca e águas cristalinas.
A costa atlântica, ao contrário, mesmo se abrindo para o Mar do Caribe, não é lá grande coisa. Mas guarda um paraíso ecológico parecido com o nosso Pantanal: o Parque Nacional Tortuguero. De um lado, um mar agitado, repleto de tubarões e corais, em cujas praias milhares de tartarugas verdes se reproduzem anualmente. Do outro, um rio que se bifurca em dezenas de canais e uma floresta preservada. Só se circula por ali de barco. Não existem carros na região, nem mesmo na vilinha de 600 habitantes. Os hotéis, resorts de selva, se concentram ao longo do canal principal, onde se espreme uma pequena pista de pouso de aviões. Para chegar até ali de San José há duas maneiras: de ônibus e, depois, barco (5 horas-de viagem) ou de avião (20 minutos num teco-teco). Num rápido passeio de barco (geralmente incluído nas diárias dos hotéis) vêem-se de perto jacarés, cobras, pássaros variados, enormes iguanas e bandos de macacos.

Costa Rica um destino atraente

Costa Rica um destino atraente

O que faz da Costa Rica um destino atraente é exatamente a sua diversidade. Suas microrregiões são tão distintas quanto a Floresta Amazônica e o sul do Brasil, por exemplo. É possível tomar um vinho tinto no alto da serra, a uma temperatura de 10 graus, e deitar-se, 2 horas depois, numa praia de areias escaldantes. O país é dividido ao meio, de norte a sul, pot uma cadeia montanhosa e tem dezenas de vulcões ativos que podem ser contemplados com segurança. Um deles, o Arenal, expele lavas, um espetáculo que, à noite, é ao mesmo tempo hipnótico c amedrontador. A parte mais agitada do país é a costa do Pacífico, que concentra as praias mais bonitas e badaladas. Tamarindo e Jacó, redutos de surfistas do mundo inteiro, são vilas encantadoras que lembram a Búzios de alguns anos atrás: uma certa rusti-cidade aliada a boa gastronomia e agito. Já as praias da Península de Nicoya são mais americanizadas e concentram os resorts de luxo. Ali estão também os melhores pontos de mergulho da Costa Rica. Quepos, por fim, é o ponto mais charmoso do país junto ao Pacífico.

As paisagens exuberantes

As paisagens exuberantes

O dólar é aceito em qualquer esquina e quase toda a população fala espanhol e inglês. O número de visitantes praticamente triplicou desde o início dos anos 90 e hoje são mais de 1 milhão de turistas a cada ano. Gente que quer curtir a natureza, mas também busca conforto e infra-estrutura. Nas últimas temporadas, hotéis, resorts, restaurantes e complexos de lazer pipocaram por todo o país, ao lado de alternativas (mais ou menos radicais) para curtir a natureza.

Rafting, balonismo, bungee jump, pontes suspensas no meio da floresta, parques de águas vulcânicas termais… Tudo isso toma o contato com a natureza bem mais divertido. Mas a novidade do momento é mesmo o canopy, o esporte nacional da Costa Rica. Criado por biólogos para a observação de animais que vivem nas copas das árvores, foi logo adaptado para o esporte radical. Funciona assim: longas cordas são presas no topo das florestas e as pessoas escorregam velozmente por elas sentadas em uma cadeirinha igual àquelas usadas em escaladas. Dá para atingir até 80 quilômetros por hora! Embora esteja presente em quase todos os parques do país, o melhor canopy está na região serrana de Monteverde. O Sky Trek, como é chamado ali, tem o percurso mais longo e mais alto de todo o país. “As pessoas imaginam que estão voando como os pássaros”, diz o empolgado funcionário Ricardo Bonilla, que se diverte diariamente com os uivos dos aventureiros no meio da floresta.

Travessia Costa Rica em 4 horas

Travessia Costa Rica em 4 horas

A melhor maneira de explorar os 51 100 quilômetros quadrados do país é de carro. Para atravessá-lo de costa a costa bastam 4 horas no trecho mais curto. Para dar um giro por lá, foi o que fizemos, eu e a fotógrafa Louise Chin. Louise, que já dirigiu até caminhão e participou de provas de rali, ficou com a direção. Ainda bem, pois as ruas e estradas costa-riquenhas são mal sinalizadas, c os motoristas, uns malucos ao volante. Sem falar nos buracos e nos longos trechos de estrada de terra e cascalho. Mesmo assim, prefira o carro. E nem sequer considere a possibilidade de alugar um auto de passeio. Peça um 4×4 – e boa aventura!

Partimos de San José para um roteiro de seis dias pelo país. O primeiro destino seria o Vulcão Poás, a pouco mais de 50 quilômetros da capital, famoso pela vegetação exuberante e pelo lago azul-turquesa de 400 metros de diâmetro que cobre sua cratera principal. Mas não vimos nada disso. A névoa e a garoa impediram. Nos dois dias seguintes a chuva grudou em nós, contrariando todos os guias e institutos meteorológicos, que juravam estarmos na estação mais seca (de dezembro a abril). Seguimos em frente. E pelo caminho foram surgindo recompensas: carros de boi decorados, barra-quinhas de frutas, Land Rovers antigóes conservadíssimos, lindas pontes, rios com jacarés… Até com chuva, o lugar é lindo.

Yes! Como nós, a Costa Rica tem bananas e um café de ótima qualidade.Tem também coqueirais à beira-mar, florestas tropicais e até uma espécie de pantanal. Sem falar na simpatia do povo… Aliás, será que ainda somos um povo simpático? Até o final da década de 80, o café e a banana eram as principais fontes de renda do país. Na década passada, porém, americanos e europeus começaram a descobrir as belezas do país e o turismo explodiu, passando a encabeçar as fontes de receitas nacionais.

Do Caribe ao Pacífico

Do Caribe ao Pacífico

O despertador tocou às 5 horas da manhã. Ai, ai, ai… Depois de, na véspera, ter encarado 12 horas de vôo para aterrissar na Costa Rica, o que eu menos queria era sair daquele camão cheio de almofàdas do hotel. Mas o dia começa bem cedo nesse país da América Central, e dali a pouco uma van passaria para me pegar. Tive de encarar a madrugada escura e um ventinho gelado. Com um certo frio na barriga, eu estava a caminho do primeiro rafting da minha vida. Durante 3 horas desceria as fortes corredeiras do Rio Sarapiquí. O trajeto de 2 horas da capital, San José, até o rio foi de muita ansiedade. Na saída da cidade fizemos uma parada para o café da manhã. Sabia que um dos costumes costa-riquenhos mais típicos é encarar um me-xidão bem temperado de arroz com feijão preto logo no des-jejum com direito a banana caramelada, ovos mexidos e souravam de acompanhamento? Achei estranho, mas mandei bala, em nome das energias para a aventura. Pois, se querem saber, o Gallo Pinto (nome do prato) é uma delícia.

Foi a primeira de uma série memorável de surpresas. O próprio rafting foi muito divettido. Passar por corredeiras enfurecidas funcionou como uma catarse, uma espécie de batismo. Descarreguei adrenalina por um ano. E só então comecei a me dar conta do verdadeiro espírito da Costa Rica. Um pequenino país que preserva como poucos suas variadíssimas belezas naturais e sabe aproveitá-las. Uma nação seis vezes menor que a Itália e que transformou 30% de todo o seu território em áreas de proteção ambiental. Um país em que se alternam, a pequenas distâncias, florestas tropicais, vulcões ativos, montanhas e praias de águas transparentes em dois oceanos diferentes, o Pacífico e o Adântico. Um lugar em que, por toda pane, é possível ver de perto tucanos, bichos-preguiça, iguanas e muitos outros animais. Soltos. Já viu macaquinhos e quatis na areia da praia? Na Costa Rica eles são comuns.

Museu Neruda: Lugares que deixaram sua marca na História

Isla Negra, a 100 quilômetros de San-tiago, já não é mais a praia deserta de cinqüenta anos atrás, nem este sobra do, outrora solitário, é a única construção sobre a escarpa que se impõe diante do Pacífico. Mesmo assim, tudo na velha casa, hoje um museu, ainda exala poesia, paixão. A mobília, arrumada da mesma maneira como a deixou Pablo Neruda, não dá margem a dúvida. Foi aqui que o poeta maior do Chile, Prêmio Nobel de Literatura, ativista do socialismo c amante inveterado, colecionou seus melhores sonhos e amores ardentes.
Fascinado pelo mar, Neruda, que se autoproclamava capitão sem jamais ter comandado um barco, ergueu uma casa com pinta de navio. Portas pequenas, teto curvo, corredores ligando salas “protegidas” por carrancas em forma de sereias. Imagens femininas em meio a presentes recebidos de amigos do mundo inteiro. Mulheres, sempre as mulheres.

“Nada está completo se uma mulher não compartilha nossos descobrimentos”, disse o poeta certa vez. Na proa, ao alto, o quarto, a cama rústica e um enorme janelão de vidro descortinando o oceano. Um santuário. Ali, a pequena Matilde Urrutia, terceira mulher de Neruda, embriagou-o de inspiração ao longo dos últimos vinte anos de sua vida. No guarda-roupa, os vestidos e xales ainda denunciam o corpo diminuto, quase o de uma criança. Suas mãos e pés minúsculos encantavam o poeta. “Tudo o que escrevo é dedicado a ela”, disse Neruda, apaixonado.
“Doze dias depois do Golpe Militar ser proclamado no Chile, em 1973, o poeta morreu. Estava doente e os últimos acontecimentos tinham acabado com sua vontade de viver. Agonizou em sua cama em Isla Negra olhando sem ver o mar que estalava contra as pedras debaixo de sua janela”, escreveu Isabel Allende em seu livro Paula.

De trem pela África do Sul

A bordo do elegante The Blue Train, os turistas percorrerão em 2 noites o trecho entre Pretória e Victoria Falls. O trem cinco-estrelas tem banheira e chuveiro em todas as suítes, com pisos adornados de ouro e mármore italiano, quimonos de algodão, óleos e sais de banho, inclui trajeto de trem com acomodação em cabine de luxo e pensão completa.

Oceania Polinésia Francesa

São 13 dias de viagem pelo Taiti e pelas Ilhas Marquesas, caracterizadas pela paisagem de montanhas vulcânicas, florestas tropicais e praias de água transparente. Haverá tour de mountain bike até um herbário, caminhada em sítio arqueológico e excursão em veículos 4×1 com almoço na casa de uma nativa. Inclui passagem aérea, hospedagem, algumas refeições, passeios, traslado e seguro-viagem.

Trekking no Nepal

Dos 24 dias de viagem, 14 são dedicados a trekking no campo base do Everest, chegando até 5 600 metros de altitude. O grupo caminhará 6 horas por dia e dormirá em abrigos nas montanhas. No caminho, vilarejos e monastérios budistas e uma das mais deslumbrantes paisagens de montanha. Inclui hospedagem, pensão completa durante o trekking, passeios, traslado e equipe de carregadores e acompanhamento de guias.

Transparência nas Ilhas Cayman

Conhecida como paraíso fiscal, as Ilhas Cayman pretendem também ser um paraíso de algo mais, digamos, transparente. No próximo ano, um navio de guerra inglês será afundado nessas águas caribenhas, dando início ao projeto Cidade Naufragada. A intenção é que outros cinco navios sejam depositados no mar nos próximos anos, para atrair mergulhadores de todo o mundo.