Dormir naquele lugar, depois de algumas taças de um excelente vinho tinto, teve um sabor especial. De manhã fui até o castelo e descobri que séculos depois da morte de VIad Tepes, a rainha Maria de Edimburgo morou lá, e há pouco mais de dois anos seus herdeiros readquiriram o direito de administrá-lo. Eles encheram os salões com fotos e objetos da nobre britânica, neta da rainha Vitória, da Inglaterra, e do czar Alexandre II, da Rússia. Ao se casar com Ferdi-nando de Hohenzollern-Sigmaringen, herdeiro do trono da Romênia, ela tornou-se rainha do país.
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Fui àquele fim de mundo visitar Citatea Poenari, o castelo onde Vlad Tepes morou a maior parte de sua vida. Cheguei ao fim da tarde e o segundo castelo de Drácula era um amontoado de ruínas no alto de um morro, sem estrada de acesso. Teria de caminhar e só chegaria à noite, de modo que o fotografei de longe mesmo e segui rumo a Vila de Bran, onde está o castelo de mesmo nome. Lá, Vlad Tepes viveu durante alguns anos e rechaçou três devastadores ataques turcos, pois o local era uma fortaleza. Para o turismo local, esse é o verdadeiro castelo do Conde Drácula.
Dali a pouco ela veio com uma suculenta e salvadora sopa de carne de vaca, que detonei com muitas fatias de pão. O castelo que serviu de prisão para o Conde Drácula estava em reforma e não pude visitá-lo. Segui, então, em direção a Sibiu, bela cidade de origem medieval, fundada no século 12 por colonos alemães – por isso, a arquitetura local é tipicamente germânica. É o lugar com a melhor qualidade de vida da Romênia e, em 2007, foi capital cultural européia juntamente com Luxemburgo. Passei um dia perambulando c fotografando por lá.
Cheguei a Timisoara ao cair da noite e fotografei a exótica catedral ortodoxa, toda iluminada. No dia seguinte, após uma visita ao interior dela e um giro por uma feira livre, segui para Hunedoara, onde se situa um dos mais espetaculares castelos da Transilvânia, o Hunyadi – mais conhecido pelos romenos por Corvin Castelul. Foi nele que permaneceu preso por sete anos Vlad Tepes, ou Vlad III, príncipe da Valáquia, que reinou por três curtos períodos no século 13. Embora tido como um governante justo com os súditos seguidores da lei, não foram exatamente os ideais de justiça que o tornaram famoso e sim o destino cruel que reservava aos invasores, opositores e criminosos, o empalamento.
Tempos depois descobri que a Transilvânia ficava na Romênia. Anos mais tarde, folheando um grosso livro sobre a Segunda Guerra Mundial, fiquei impressionado com cenas dramáticas que se desenrolavam em branco e preto numa paisagem diferente, próxima aos Montes Cárpatos. E onde ficava esse lugar? Sim, na Transilvânia. Num tranqüilo fim de tarde de outubro, ao cruzar uma remota fronteira da Sérvia com a Romênia, adentrei no passado. O cenário bucólico do interior da Sérvia, que era a referência, se tornou ainda mais pitoresco. Simpáticas velhinhas romenas, de semblante sofrido, vendiam uvas e puxavam dóceis vaquinhas pela coleira, à beira da estrada. Antigas carroças de madeira iam e vinham, Rural demais.
Vampiros nunca saíram de moda. O cinema e a literatura se encarregaram, ao longo de décadas, de assegurar o interesse por esses seres das sombras, que adoram sangue e morrem de medo de uma estaca pontiaguda. Nos últimos meses, depois do lançamento dos livros da norte-americana Stephenie Meyer, que geraram os filmes Crepúsculo e Lua Nova, além de séries de TV como True Blood e Vatnpire Diaries, a moda tomou proporções absurdas.
Mas quem começou tudo isso foi o escritor irlandês Bram Stocker que, em 1897, lançou o livro Drácula, nome de um conde, dono de castelos na Transilvânia. Morram de inveja adeptos da onda vampiresca: eu estive lá e segui os passos do macabro Conde Drácula. Confesso que alguns fatos em minha vida parecem ter conspirado para que eu visitasse a Romênia. Ainda pequeno, ganhei do meu pai uma velha coleção de selos. Numa época sem internet, era por eles que eu viajava pelo mundo. Os mais vistosos eram os romenos. Já a Transilvânia entrou cedo em meu imaginário, por meio dos filmes de vampiro que adorava ver.
Santorini.
Em formato de meia-lua, com casas branquinhas nos penhascos e mar azul incrível. Essa ilha do arquipélago grego das Cidades é mesmo mágica.
A dica é alugar uma scooter ou um quadriciclo para conhecer melhor todos os pontos da ilha Ao chegar, já se vêem várias locadoras. E não perca o pôr-do-sol em Oía, no norte da ilha; é espetacular!
Ficamos no hotel Villa Rena. Ele é simples, bem localizado, bem cuidado. Mas o melhor era o café-da-manhã, com o maravilhoso iogurte grego.”
Fui várias vezes ao restaurante Dionysos in Atlantis e comi sardinhas fritas e filé de peixe-espada, que estavam fantásticos!” .
Pretendo viajar de motorhome pela Europa em janeiro e ouvi falar que nessa época, por causa do inverno, muitos campings vestão fechados. Isso é verdade?
Viajar de motorhome no inverno é perfeitamente possível, mas aproximadamente metade dos campings fecha de novembro a março. Minha sugestão é você comprar um guia de camping logo quando chegar à Europa e Investir um bom tempo planejando seu roteiro com base nas informações sobre os campings. Na Áustria e Suíça, por exemplo, existem campings muito bacanas, alguns com estrutura própria para o inverno. Em Sankt Anton (Áustria) o camping oferece até banheiro particular, ou seja, você estaciona o motorhome ao lado de uma cabana individual aquecida, que serve como apoio de seu motorhome. Um cuidado importante para a sua viagem pelo inverno é controlar o consumo do gás. Durante uma semana, com aquecimento moderado (e sem chuveiro), você deverá consumir até dois botijões – ou seja. fique atento para não ficar sem gás!









