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Marrocos essaouira

ESSAOUIRA.
Ficar:
À beira-mar, o Sofitel Thalassa Moga-dor (Boulevard Mohammed V, s/n, 47-9000, desde € 211; Cc: A, M, V) tem 117 quartos e spa com ta-lassoterapia já o L’Heure Bleue (Rue Ibn Batouta, 2,78-3434, heure-bleue. com; diárias desde € 280; Cc: A, M, V), dentro da medina, ocupa um palácio adaptado. Tem 35 quartos, piscina aquecida, hamman (banho turco) e salão de bilhar. O Palazzo Desde-mona (Rue Youssef El Fassi, 12-14,47-2227,  diárias desde € 76), na medina, ocupa um prédio que pertenceu aos sul-tões da região.
Comer:
O El Pátio (Rue Moulay Rachid, 28,47 4166; Cc: M, V) é um lugar para se encantar com a ambientação medieval – e com os frutos do mar. Gasto médio por pessoa, com vinho, € 25. No Les Alizes (Rue de Ia Skala, 26,47-6819) come-se bem com € 10. A concorrência pelas mesas é grande. A pastilla (especialidade local) é ótima Servem vinho por € 9, em média. Dentro da medina o Ramses (Rue Iben Roched, s/n, perto da praça central, 47-2139; Cc: M, V) é chique e barato. Pratos marroquinos desde € 7.

Marrocos chefchaouen

CHEFCHAOUEN.
Ficar:
Ótimo custo/beneficio tem o Casa Hassan (Rue Targui, 22, 98-6153, ; diárias desde € 65, em meia-pensão), com oito quartos, cada um com decoração própria, e sauna em todos os banheiros. O Dar Terrae (Rue Targui, s/n, 98-7598; diárias desde € 32) tem seis quartos com terraço e lareira privativos.
Comer:
O La Lampe Magique (Uta el-Hamman, 98-9071, lalam pe-magique.abcsal les. ma) tem pratos típicos como o taji-ne de carneiro a €S 7.

Casablanca marrocos

Pra lá de Marrakesh estão Casablanca, ao norte, e Essaouira, a oeste. Meu conselho: não perca tempo com Casablanca, a cidade do amor noir de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Ela é uma metrópole feiosa, sem um Sam para tocar As Time Gocs by só para você. Se é para ter uma referência cinematográfica bacana, opte por Essaouira, onde o cineasta americano Orson Weles filmou seu genial Otbcllo. São 176 quilômetros pelas N 8 e R 207 desde Marrakesh. Famosa entre os mochilei-ros, Essaouira é a cidade de praia mais charmosa do Marrocos. Dos pescadores de sardinha voltando do mar ao forte português no porto, sobram argumentos para se deixar ficar por ali.
Os 740 quilômetros até Ceuta podem ser vencidos por auto-estra-da pedagiada e rápida. Os primeiros 250, até El-Jadi-da, no entanto, são pela simples N 1 (há uma opção litorânea também, a R 301). Já na vizinhança de Tânger, vale conhecer Asilah. Ela também foi portuguesa por cerca de 100 anos, entre os séculos 15 e 16, e, no século 20, pertenceu ao Marrocos Espanhol – a independência do país só foi reconhecida em 1956. Por isso a presença de hoteleiros e donos de restaurantes espanhóis é marcante. Para quem curte história, ali perto está a cidade de Ksar el Kibir, ou Alcácer Quebir. A famosa batalha que se travou ali é, para muitos, formadora do caráter português, que chora a partida e tem saudade. Foi lá, em 1578, que o rei Sebastião desapareceu sem deixar rastros, criando o mito do sebastianismo -a crença que um dia ele voltaria gloriosamente -, implodindo a dinastia de Avis e legando Portugal a 60 anos de jugo espanhol. Mas, hoje, no lugar do conflito não há nada que marque a passagem do monarca.