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Viagem a shangrila la

“Dezenas de monges estão discutindo filosofia. Parece o pregão da Bolsa. Homens gritam e saltam, espirrando o suor que brota em suas testas”
Um jovem monge numa túnica vermelha estala suas mãos com violência e dá um grito a centímetros de distância do rosto de outro monge. As orações em tábuas de madeira giram velozes no seu braço, quase atingindo o olho do monge sentado. Ele não se esquiva. No calor do pátio aberto, dezenas de religiosos estão discutindo filosofia. Mas a atmosfera está longe da habitual imagem serena do budismo tibetano. Parece o pregão da Bolsa de Valores. Homens gritam e saltam, espirrando o suor (|iie brota de suas testas. O ato de bater palmas com força indica transmissão de sabedoria. O barulho ecoa nas paredes de madeira. Atrás deles há quilômetros de silêncio em todas as direções, listamos num mosteiro pendurado numa encosta, na extremidade de uma queda de quase 3 mil metros, “com a delicadeza casual de pétalas de flor encravadas no precipício”. Qualquer um que conhece Horizonte Perdida, romance de James Hillon de 1933, ou o filme de Frank Capra nele baseado, não deixa de reconhecer, aqui. o lendário mosteiro de Shangri-lá.

Gyalthang

Num platõ cercado de montanhas fica a cidade de Zhongdian, conhecida pelos tibetanos como Gyalthang. Em 2002, foi rebatizada de Shangri-lá. O nome se explica pelas observações geográficas de Horizonte Perdido. Embora tenha uma localização impressionante no Himalaia, Zhongdian não tem nada a ver com o mosteiro nas montanhas descrito por Hilton. A 3.300 metros de altitude, o ar é frio. Zhongdian parece outro país  houve um tempo em que toda essa área pertencia ao Tibete, e os laços culturais e pessoais continuam fortes.
A cidade é dominada por uma roda de orações colossal, considerada a maior do mundo, coberta de imagens douradas de deuses e Budas. São necessárias várias pessoas para girá-la no sentido horário e liberar suas bênçãos.

O caminho para Shangrila la

O caminho para Shangrila la.
Seguindo a trilha dos caçadores de plantas do início do século 20, viajamos pelo oeste da China para descobrir um paraíso na Terra.
Bandeiras de oração no caminho de Zhongdian para Deqm Na página ao lado: a tranqüilidade no Mosteiro Dongzhulin é rompida por palmas e gritos de monges.