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Turismo em porto alegre

PORTO ALEGRE.
Os mirantes de Vila Nova de Gaia, do outro lado do Douro.
Um restaurante com privadas no lugar de cadeiras. Um lounge com o melhor dos DJs europeus. Uma sala de música futurista. Onde você pensa que está? No Porto, que deixou a melancolia portuguesa pratrás – e está irreverente e gostoso.
Ahora do almoço seguia lenta e preguiçosa naquela tarde ensolarada de quarta-feira. Pratos bem montados saíam a todo momento da cozinha e o entra-e-sai era freqüente. Na mesa ao lado, duas senhoras de 40 e poucos anos, elegan-térrimas em seus casacos de pele e botas de salto agulha, bebiam vinho e falavam de negócios. A cena seria absolutamente normal não fosse um detalhe: elas estavam sentadas em vasos sanitários. E cada vez que precisavam usar o guardanapo, puxavam um pouquinho do rolo de papel higiênico preto depositado estrategicamente ao lado da privada. Assim, sem o menor pudor, como se estivessem em salões dourados, acomodadas em cadeiras Luís XV. O W Duck (Avenida da República, 345, Matosinhos, 351/912-986-706) é a última sensação do Porto, uma cidade que, nos últimos anos, sacudiu a poeira e a melancolia e começou a se reinventar, cravando os pés no futuro. Os ingredientes da casa são simples e certeiros: boa música, ambiente desencanado e ótima comida – leia-se receitas de fusão elaboradas pelo chef Cordeiro, um dos grandes nomes da cena gastronômica do país, com uma estrela Michelin no currículo. Além, claro, de certa ousadia no de-sign. “Por que é que um restaurante tem de ser cozy, todo certinho, com tudo no lugar?”, questiona Ivo Teixeira, um dos sócios. “A idéia aqui foi desconstruir conceitos.” No andar de cima, o clima continua com um ambiente que mistura cinco lojas conceituais. Na sala está um ateliê dedicado ao design português; num dos quartos, uma loja de roupas com peças moderninhas de diferentes grifes; no outro quarto há um espaço de aromaterapia com velas, sabonetes, óleos e essências naturais. Até a cozinha e o banheiro foram aproveitados – há um minimercado de produtos orgânicos e um showroom de artigos de banho. O W Duck faz parte de uma linguagem muito própria que a cidade está criando: a da “verticalização dos espaços”, como gostam de chamar os locais. “Não temos aqui um bairro que concentre várias opções de lazer, é tudo muito separado. A solução foi adaptar prédios para alojar diversos projetos em conjunto”, diz a designer Rute Arnó-bio, sócia da loja Águas Furtadas, que reúne o trabalho de 75 artesãos contemporâneos de todo o país e está tanto no W Duck quanto em outro espaço nos mesmos moldes do outro lado da cidade, na Foz do Rio Douro. Ali, os tais projetos em conjunto encontraram uma bela construção com um terraço debruçado sobre o rio e vários andares e meza-ninos moderninhos. Cada um foi sendo ocupado por uma idéia diferente e o resultado foi o mais badalado endereço da cidade, o Bazaar (Cais das Pedras, 13, 351/919-611-415) que inclui um charmoso lounge com mesas ao ar livre no verão e uma animada disco inspirada em casas londrinas, com programação que inclui, além de residentes, alguns dos melhores DJs europeus.