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Viagens internacionais na China

ETIQUETA NO MUNDO.
Estou indo para a China numa viagem de negócio e gostaria de presentear algumas pessoas que conhecerei por lá. Que tipo de presente devo levar.

Como você pretende presentear pessoas que não são seus amigos íntimos, uma atitude muito gentil da sua parte, sugiro presentes que nâo sejam de uso pessoal, como CDs de música brasileira, principalmente bossa nova – eles adoram. Outra boa idéia são livros com fotos do Brasil. Existem edições pocket que não pesam muito nem ocupam espaço na mala. Bijouterias de pedras brasileiras, como colares, pulseiras, chaveiros etc, são boas opções, Há ainda várias lojas que vendem artesanato brasileiro com preços razoáveis, onde você encontra pequenas gravuras, estêncil e xilogravuras com temas brasileiros – e fáceis de levar na bagagem, pois não são emolduradas. Uma alternativa para presentear executivos são os porta-passaportes, porta-gravata e porta-relógios encontrados em lojas de malas e artigos masculinos.
Evite levar camisetas, gravatas, imagens de santos, figas e amuletos, assim como chocolate e bebidas. Espero que te ajude.
Um abraço e boa viagem!

PARA CHEGAR LA CHINA

Como chegar:
A United Airlines e a Lufthansa voam de Guarulhos (São Paulo) para Kunming (China), a partir de USS 2.500, numa viagem de quase dois dias.
Passeando:
ônibus e aviões ligam as cidades de Yunnan, mas pode ser difícil decifrar os horários Para roteiros com guias, veja os 7 Passos.
Visto:
O formulado para o pedido de visto pode ser obtido no site www.fmprc.gov.cn. É preciso ter o passaporte válido, copia da passagem aérea, foto 3×4, e pagar uma taxa de RS 210.

viagens turismo na china o fim se aproxima

Deve haver poucas estradas no mundo mais impressionantes do que o caminho de Zhongdian para Deqin. Os trechos iniciais, ao longo do vale de Yang-Tsé são secos, quentes e rochosos. Quando a estrada sobe, as montanhas aos poucos tornam-se verdes. Há pequenos templos budistas à beira do estreito caminho pela encosta da montanha, assim como resquícios de acidentes de carros. Mais de uma vez, vemos monges rezando junto ao local de alguma tragédia recente.
Na Garganta da Meia-lua, uma montanha parece formar um quadrante perfeito. Logo, a estrada sobe tanto, numa curva acentuada, que penetramos em nuvens. A paisagem desaparece por trás do véu frio e úmido, que traz um cheiro de eucalipto. Em meio à névoa misteriosa, silhuetas de pinheiros enormes surgem e somem como fantasmas da montanha.
Emergimos entre montanhas negras coalhadas de neve branca. Foi ali que a dupla mais famosa de botânicos europeus fez sua fértil colheita. Florestas de rododendros surgem pelos vales. Campos inteiros estão roxos de azaleias. Prímulas cor-de-rosa e amarelas pontuam os prados.
No fim de nossa viagem, o Mosteiro Dongzhulin é o mais encantador de todos os lugares. A altura da descrição do mosteiro de Shangri-la feita por Hilton -uma “visão estranha e meio inacreditável” – Dongzhulin se ergue entre uma paisagem de montanhas deslumbrante e uma queda perpendicular pelo vale distante. Aqui, em completa tranqüilidade, a apenas alguns quilômetros da divisa tibetana, ouvimos uma algazarra vinda do pátio e avistamos uma cena extraordinária de monges gritando e batendo palmas.
Assim como o personagem Hugh Conway em Horizonte Perdido, não quero de forma alguma fugir de Shangri-lá. No caminho de volta a Zhongdian, estou pensando nos mundos extraordinários que vimos ao longo de nossa viagem quando, de repente, num barranco íngreme, vejo um brilho de um azul improvável. “Pare!”, grito. Saltamos do carro e descemos a encosta rochosa. Há seis ou sete em plena floração. Meconopsis betonicifolia, a papoula azul.
O céu escurece e se torna azul cobalto, combinando com o tom vivo das flores frágeis. Há uma tempestade se aproximando. Mas há tempo suficiente para admirar essas belezas. Em meio a todas as visões bizarras o falsas na estrada para Shangri-lá, é difícil acreditar por um momento que as papoulas azuis não são mais uma criação artificial. Mas, observando suas pétalas iridescentes balançando delicadamente ao vento, sabemos que finalmente encontramos algo inquestionavelmente real.